O Brasil e o ´G11´

Em artigo publicado pelo jornal britânico The Times, o ex-secretário do Exterior da Grã-Bretanha (1977-79), David Owen, disse que Brasil, Índia e China, poderão desempenhar um "papel crucial" no atual cenário de "cooperação global ameaçada". Owen afirma que o presidente americano, George W. Bush, pode aproveitar a corrente visita à Índia para avançar num processo de convidar o país para integrar o G8. "A criação do G9 em 2007 ao incluir a maior democracia do mundo reconheceria as mudanças significativas feitas pela Índia desde que Rajiv Ghandi se tornou primeiro-ministro em 1984, tornando-se uma importante economia de mercado." Em seguida poderiam ser aceitos a China e o Brasil, criando-se assim o G11. "Em questões comerciais, as políticas da OMC (Organização Mundial do Comércio) já são sujeitas a discussões antecipadas por um grupo mais amplo em que China e Brasil são muito influentes", afirmou Owen. Owen vê a informalidade do G8 como uma vantagem que pode levar o grupo a representar uma base de poder para um mundo democrático e de economias de mercado aberto. Para Owen, o grupo, ampliado, pode ser muito eficaz ao defender o multilateralismo já que essa filosofia "sofreu duro golpe nos últimos anos", já que a ONU (Organização das Nações Unidas), que incorporou a idéia no pós-guerra, aparenta ser "fraca" e "corrupta" e há uma visão geral de que os Estados Unidos "já não estão mais interessados em multilateralismo".

Agencia Estado,

02 Março 2006 | 12h52

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