Ettore Ferrari/ANSA via AP
Ettore Ferrari/ANSA via AP
Imagem Helio Gurovitz
Colunista
Helio Gurovitz
Conteúdo Exclusivo para Assinante

O ‘bunga-bunga’ está de volta à Itália

Silvio Berlusconi, logo ele, deverá ser o maior vitorioso nas eleições italianas do próximo domingo.

O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2018 | 05h00

Silvio Berlusconi, logo ele, deverá ser o maior vitorioso nas eleições italianas do próximo domingo. Apontado como precursor de Donald Trump, por ter trocado a carreira de empresário e homem de TV pela política, o melhor para entendê-lo é imaginar uma mistura de Marcelo Odebrecht e Silvio Santos.

+ Na Itália, Silvio Berlusconi reaparece em busca da redenção

Alvo central da Operação Mãos Limpas, ele entrou na política em 1994 com o objetivo implícito de escapar da Justiça. Venceu, levou a Mãos Limpas ao naufrágio e criou o discurso populista hoje corrente na Europa. Por duas décadas, foi pivô de uma profusão de escândalos de corrupção ou sexuais, como as célebres festas “bunga-bunga” que promovia em Arcore.

Sua única condenação, por sonegação, em 2013, bastou para bani-lo até 2019 de cargos públicos. Mesmo sem chance de voltar a ser premiê, tornou-se peça-chave no tabuleiro político italiano. Deposto em 2011 por ação da União Europeia (UE), é hoje cortejado pelos mesmos europeus que o criticavam. Seu talento político é visto como esperança contra os movimentos antieuropeus.

Berlusconi costurou a aliança líder nas pesquisas, entre seu Força Itália e partidos da direita nacionalista, como Liga Norte e Irmãos da Itália. Se vencer, ela não terá maioria e será obrigada a coligar-se, provavelmente com a centro-esquerda. Ele já realizou proezas políticas bem maiores (veja no documentário My Way, na Netflix).

As contorcidas regras eleitorais italianas 

Depois do fracasso das mudanças constitucionais no plebiscito de dezembro de 2016, a Itália implementou regras eleitorais que reúnem o pior de dois mundos. Incentivam celebridades a entrar na política, como os sistemas proporcionais. Encolhem a representação dos partidos menores, como os sistemas distritais. O objetivo não declarado será atingido: evitar a vitória do maior partido do país, o populista Movimento 5 Estrelas (M5S), refratário à UE e a coalizões.

O marxismo guerrilheiro de Corbyn

Em 1986, o líder trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, foi a El Salvador, Cuba e Nicarágua prestar apoio a movimentos marxistas de extrema esquerda, em especial à salvadorenha Frente Nacional de Libertação Farabundo Martí, revelam documentos recém-divulgados pela CIA. Em seu registro de viagem, ele reconheceu ter recebido “assistência de viagem do governo cubano”. 

Sueco infiltrado revela coração da ‘alt-right’

O estudante sueco Patrik Hendersen, de 25 anos, passou o último semestre infiltrado em movimentos de extrema direita americanos. Filmou negacionistas do Holocausto, prestou tributo a deuses nórdicos em nome da pureza racial e marchou ao lado de neonazistas em Charlottesville. O resultado está num documentário da ONG britânica Hope Not Hate.

O livro que previu a interferência russa

O líder do Partido Democrata em Ohio, David Pepper, lançou em 2016, antes de qualquer suspeita sobre interferência russa na campanha eleitoral, o romance The People’s House (A casa do povo). Nele, descreve como um oligarca inspirado em Vladimir Putin manipula uma votação no Meio Oeste por meio de um exército de trolls e hackers. Eles fazem campanha nas redes sociais e tentam invadir computadores do Comitê Nacional Democrata.

De cara com os vidros da Apple

Pelo menos sete pessoas já se machucaram e duas foram parar no hospital depois de dar com a cara nos vidros transparentes da nova sede da Apple em Cupertino, na Califórnia. O prédio circular do arquiteto britânico Norman Foster custou US$ 5 bilhões – mas não respeita a lei californiana que exige sinalização “conspícua” em paredes de vidro.

Atriz israelense vai à Broadway

Depois de Gal Gadot, uma nova beldade israelense tenta o sucesso nos EUA. Shiri Maimon, de 36 anos, que viveu Evita em Tel-Aviv, deverá assumir em setembro o papel de Roxie Hart, em Chicago, segundo musical mais longevo da Broadway, já estrelado por Liza Minelli, Brooke Shields e Melanie Griffith.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.