EFE/José Méndez
EFE/José Méndez

Caso 'Monchito' se repete 32 anos depois com Frida

No terremoto de 1985 os esforços para tentar resgatar o menino Luis Ramón também trouxeram esperança ao México

O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2017 | 21h59

CIDADE DO MÉXICO - O terremoto de terça-feira no México teve duas estranhas similaridades com o de 1985. Além de os dois terem ocorrido no mesmo dia em um intervalo de 32 anos, tiveram duas crianças como símbolo de esperança em meio à tragédia.

O menino Luis Ramón "Monchito" e seu avô ficaram soterrados no bairro de La Merced, na capital, quando um terremoto de 8,1 graus abalou o México na manhã de 19 de setembro de 1985.

Após vários dias de buscas, as equipes de resgate de diversos países, assim como a Marinha, falaram que não havia mais ninguém com vida sob os escombros.

No entanto, membros do corpo de voluntários civis foram ao local e asseguraram que detectavam sinais de vida, o que provocou uma onda de esperança no país.

Escutava-se os socorristas darem instruções ao suposto sobrevivente, a quem pediam que respondesse com golpes às perguntas que faziam. Assim determinaram que se tratava de "Monchito".

Os jornalistas se encarregaram de amplificar o que escutavam além das fronteiras do país, o que levou o então presidente, Miguel de la Madrid, a ordenar que se mantivesse a busca, enquanto os pais de Luis Ramín se aferravam à esperança, assim como o restante do México.

No entanto, todos os esforços para chegar ao menino foram em vão e os trabalhos de resgate foram concluídos três semanas depois. Chegaram a dizer que "Monchito" nunca existiu, que os esforços para resgatá-lo não foram outra coisa que uma desculpa para furtar os bens da casa destruída ou mesmo "uma histeria coletiva".

Em um caso similar, as equipes de resgate se esforçaram para resgatar a menina Frida Sofía de uma escola que desmoronou na Cidade do México na terça-feira. O almirante da Marinha José Luis Vergara chegou a dar detalhes de onde a menina estava e da estratégia para chegar até ela.

No entanto, nesta quinta-feira a Marinha assegurou que não foi verdade a existência da menina. O insólito no caso de Frida é que se referiram a ela pelo nome não apenas funcionários da Marinha como até mesmo o secretário de Educação para depois chegarem à conclusão de que ela nunca existiu. / EFE

 

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