'O chavismo sobreviverá como mito'

O antropólogo e publicitário Renato Pereira, sócio da Prole, que fez a campanha de Henrique Capriles em 2012, diz que o chavismo sobreviverá a Hugo Chávez. "Talvez não como dispositivo de poder, mas como mito", disse o marqueteiro. A seguir, a entrevista dada ao portal Estadao.com.

Entrevista com

JULIA DUAILIBI, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2013 | 04h18

Como produzir um discurso opositor eficaz no calor da comoção pela morte de Chávez?

Capriles uniu a oposição e mobilizou multidões em 2012. Agora, cumpre o papel de líder, disputando eleições viciadas, mas às quais não podia deixar de participar. Ele manterá a coerência, mostrando o caminho do progresso e da democracia.

O chavismo continuará após a morte de Chávez?

O populismo é um mal recorrente na América Latina. Por isso, o chavismo sobreviverá a Chávez. Talvez não como dispositivo de poder, mas como mito.

Como viu as declarações de Maduro insinuando que Capriles é homossexual?

Soam como um lastimável eco de seu mentor. Chávez sempre recorreu a ofensas para polarizar e atrair seus adversários para sua arena predileta: a retórica. Debater gestão nunca foi o forte da casa.

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