Nikolay Doychinov/AFP
Nikolay Doychinov/AFP

O desaparecimento da Bulgária: a população do país despencou mais de 11% ao longo da década passada

Tendência é ecoada em outros países do sul e do leste da Europa

Loveday Morris, The Washington Post, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2022 | 05h00

BERLIM - A população da Bulgária encolheu mais de 11% ao longo da década passada, de acordo com o mais recente censo, com o país do Leste Europeu lutando para virar a maré que leva seu jovens a buscar empregos mais bem pagos em outras partes e em meio à baixa taxa de natalidade.

Essa tendência é ecoada em outros países do sul e do leste da Europa. A Macedônia do Norte também testemunhou um encolhimento de sua população, de aproximadamente 10% nos 20 anos mais recentes; enquanto em 2020 a Grécia começou a pagar bônus de US$ 2.250 em dinheiro para novos pais, numa tentativa de impulsionar suas taxas de natalidade.

A população da Bulgária diminuiu em 844 mil pessoas, ou 11,5%, para 6,5 milhões de habitantes em 2021, de acordo com informações do censo preliminar publicado pelo Instituto Nacional de Estatísticas da Bulgária. A população do país atingiu o pico de 9 milhões pouco antes da queda do comunismo.

Os números confirmam o “aprofundamento de tendências demográficas negativas” registradas nos 30 anos anteriores, afirmou a agência de estatísticas. Com exceção da capital, Sófia, a população de todos os distritos do país está em declínio. A agência de estatísticas atribuiu a diminuição às baixas taxas de natalidade e à migração.

A Bulgária possui a renda per capita mais baixa da União Europeia. Mas, desde 2014, os búlgaros têm o direito de trabalhar e viver em qualquer um dos 27 países-membros da zona do euro, e muitos partem em busca de melhores salários e opções de carreira.

Enquanto as taxas de natalidade estão em declínio na Bulgária, essa queda não é mais acentuada do que em outras partes da Europa, com a principal crise demográfica sendo causada pela “constante emigração de pessoas educadas e qualificadas em idade ativa”, de acordo com um relatório demográfico a respeito do país, organizado pelo instituto alemão de pesquisa e pensamento Friedrich Erbert Stiftung.

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