O hacker com longa ficha corrida que irritou a Casa Branca

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, nasceu em 1971 em Townsville, Queensland, na Austrália. O revolucionário hacker australiano tem um passado pouco conhecido, mas com alguns registros de problemas com a Justiça. Descrito por seus fãs como um "combatente pela verdade" e pelos críticos como alguém que só busca publicidade pessoal, ele começou sua carreira de hacker em 1987, aos 16 anos.

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h01

Em 1995, foi acusado de invadir uma série de sistemas na internet. Ao todo, ele respondeu por 31 acusações de crimes cibernéticos. Na época, Assange declarou-se culpado por 25 delas e escapou da prisão ao pagar uma multa. O australiano, que é formado em Física e Matemática pela Universidade de Melbourne, fundou o WikiLeaks em 2006.

Logo no ano seguinte, o site envolveu o governo americano em uma série de constrangimentos. Em 2007, revelou um manual para soldados que serviam em Guantánamo, que incluía várias violações dos direitos humanos. Em 2008, divulgou mensagens que mostravam que Sarah Palin, então candidata a vice-presidente dos EUA, usava e-mails pessoais para resolver assuntos oficiais do governo do Alasca, o que é ilegal.

O que realmente enfureceu a Casa Branca, no entanto, foram os documentos que expunham a atuação do país no Afeganistão, no Iraque e os telegramas de diplomatas, todos divulgados em 2010. O governo americano acusou Assange de ser um "terrorista tech" e passou a tentar fechar o WikiLeaks por meio de pressão contra todas as fontes de receita do site.

Em dezembro de 2010, após ter gastado US$ 300 mil com advogados para se defender de acusações sexuais e no auge do cerco financeiro ao WikiLeaks, Assange vendeu os direitos de publicação de sua autobiografia por US$ 1,5 milhão - o livro foi publicado em setembro de 2011.

Em janeiro, o WikiLeaks anunciou que Assange realizaria "uma série de conversas com os principais atores políticos, pensadores e revolucionários do mundo". O programa de entrevistas, intitulado The World Tomorrow (O Mundo de Amanhã), foi transmitido pela TV estatal russa e estreou em 17 de abril tendo como convidado Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah. Em 22 de maio, o entrevistado foi o presidente do Equador, Rafael Correa.

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