O <i>Diamante Hope</i> sai de seu estojo pela primeira vez em 20 anos

Os diamantes estão associados com o calor do romance, mas o famoso e temido Diamante Hope parece frio, quase gelado enquanto sua pressão retira o calor da palma da mão. Os guardas de segurança do museu suportam nervosos, enquanto os curadores ? dizendo em tom de piada esperar que a histórica maldição da pedra não se manifeste ? permitem a um repórter e um fotógrafo pegá-lo por um momento, antes que seja removido de seu estojo para estudos científicos. Qual o sentimento de se segurar a princesa das pedras, uma das mais famosas do mundo? No passado parte da coroa francesa, a pedra de 45,5 quilates ? mas pensada que suas faces translúcidas parecem indicar - é, agora, a estrela do Museu Smithsonian de História Natural. E foi removido hoje, pela primeira vez em 20 anos, de seu estojo, onde está rodeado pelo brilho mais claro de outros diamantes, que intensificam sua cor azul, para ser examinado por um dos laboratórios do museu.O responsável pela coleção de pedras do museu, Jeffrey Post, mandou que as luzes fossem desligadas e focou um faixo ultra-violeta sobre o Diamante Hope. No escuro, o diamante brilha em uma luz laranja-âmbar.É essa cor forte, que perdura por vários segundos depois que o diamante foi exposto à luz ultra-violeta, que intriga os cientistas. O que causa a fluorescência da pedra continua um mistério ? Post especula que está relacionada à impurezas químicas que lhe dão a cor azul. Mas o Diamante Hope inspirou lendas através dos anos e alguns as preferem a explicações científicas.Algumas dizem, por exemplo, que a cor brilhante reflete o sangue da realeza derramado na Revolução Francesa e o rastro de má sorte que segue a pedra há muitos anos ? incluindo a ruína da família Hope, de quem leva o nome, e a morte do jovem filho do sua última dona, Evalyn McLean.Em que pese as maldições, o Diamante Hope não trouxe outra coisa senão sorte ao Smithsonian, assegura Post. Os número de visitantes saltou depois que o joalheiro Henry Winston doou-o ao museu, em 1958, dando início a uma coleção de nível internacional. Os outros dois melhores diamantes azuis do mundo rodeiam o Hope: o Coração Azul, de 30,8 quilates, o Coração da Eternidade de Stinmetz, de 27,6 quilates.O Hope é ligeiramente azul-acinzentado em comparação com os outros dois. Ele foi descoberto numa mina na Índia e os outros, na África do Sul, o que explica em parte as diferenças.

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