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O interesse do presidente russo Vladimir Putin na Venezuela

Um dos principais sustentáculos da ditadura venezuelana de Nicolás Maduro é a Rússia de Vladimir Putin, e não existe esforço político comparável ao do presidente russo para estabelecer uma base de influência na América Latina.

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2019 | 05h00

Um dos principais sustentáculos da ditadura venezuelana de Nicolás Maduro é a Rússia de Vladimir Putin. O interesse russo se distingue do chinês. Para a China, a Venezuela tem valor econômico como mercado e campo para negócios. Não existe esforço político comparável ao de Putin para estabelecer uma base de influência na América Latina.

Em dezembro, Maduro se encontrou com Putin para garantir investimentos de US$ 5 bilhões na produção venezuelana de petróleo e US$ 1 bilhão na mineração de ouro, além de 600 mil toneladas de trigo. Desde os tempos de Hugo Chávez, Exército e Aeronáutica venezuelanos dependem de armamento russo.

A Rússia mantém consultores no governo e tem participação em campos de petróleo e gás natural venezuelanos. Numa negociação sob a supervisão de Igor Sechin, homem mais poderoso na Rússia depois de Putin, a Venezuela recebeu US$ 1,5 bilhão da russa Rosneft. Como garantia do empréstimo, empenhou metade do capital da Citgo, petrolífera que opera nos Estados Unidos.

Não é uma coincidência que o ministério das Relações Exteriores russo tenha não apenas reconhecido a legitimidade do novo mandato de Maduro como emitido comunicado afirmando que continuará “aprofundando as relações de associação estratégica” e “ajudando a Venezuela a encontrar uma saída para a complicada situação econômica”. 

Estudo liga comunismo a encarceramento maior

Por que alguns povos prendem mais que os outros? Os cientistas políticos Daniel D’Amico e Claudia Williamson cruzaram as taxas de encarceramento em 110 países com variáveis como ambiente econômico e maturidade política. Concluíram que os países com menos gente nas prisões têm “origem legal civil e menos anos sob o comunismo”. “Instituições econômicas e outros fatores ligados ao desempenho econômico não estão relacionados às taxas de encarceramento”, escrevem na Public Choice.

Assinatura é saída para jornal online

A cobrança de assinaturas na internet tornou-se o modelo de financiamento preferido para a produção de conteúdo, revela o último relatório do Instituto Reuters, produzido por pesquisadores da Universidade de Oxford. Para 52% dos 200 executivos de 130 veículos, entrevistados em 29 países, será essa a principal fonte de receitas. A publicidade foi citada por 27%. Google e Facebook detêm, sozinhos, quase 80% da publicidade digital.

Bill Gates quer erradicar mosquitos do planeta

O bilionário Bill Gates não tem dúvida: o animal mais ameaçador para a espécie humana não é tubarão, nem leão, nem crocodilo. São os mosquitos transmissores de doenças como malária ou dengue. Em texto recente, ele conclama uma cruzada para erradicar as mais peçonhentas das 2,5 mil espécies. Apresentou números provando que mosquitos são 72 mil vezes mais letais que tubarões. 

Deriva do polo magnético intriga cientistas

Desde 1900, o Norte apontado pelas bússolas tem se movido lentamente do Canadá em direção à Ásia, por causa da circulação de metais no interior do planeta. A partir de 1990, o polo magnético acelerou o passo, entrou no Círculo Polar Ártico e, em 2018, atravessou a linha internacional da data. Mais veloz do que previam as estimativas usadas por marinheiros para navegar, segue na direção da Sibéria. De acordo com a Nature, as embarcações terrestres deveriam passar nesta semana a usar um novo modelo de navegação, mas há incerteza em razão do impasse que paralisou o governo americano.

Oscar sem anfitrião tenta evitar novo fiasco

O Oscar não deverá ter mestre de cerimônias pela primeira vez desde 1989, com a desistência do ator Kevin Hart, anunciada na semana passada, um mês depois que vieram à tona seus tuítes homofóbicos. O desafio para os organizadores é evitar outro fiasco. Sem anfitrião, a cerimônia de 30 anos atrás foi arruinada por uma paródia de 11 minutos da canção Proud Mary, candidata a pior momento na história do prêmio.

 

 

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