"O Iraque não é o Afeganistão", diz vice de Saddam

Os iraquianos resistirão ferozmente à uma possível invasão norte-americana e, se tentarem derrubar Saddam Hussein, os EUA não encontrarão no Iraque a mesma facilidade com que depuseram o regime Taleban no Afeganistão, afirmou nesta sexta-feira, em Beirute, o vice-presidente do Iraque, Taha Yassin Ramadan. "O Iraque não é o Afeganistão e creio que a administração americana está convencida disso", disse Ramadan depois de se reunir com o presidente libanês, Emile Lahoud. Segundo ele, "o anúncio de que se estaria formando um governo iraquiano no exílio nem merece resposta", referindo-se a declarações de membros da oposição iraquiana no exílio, de que se reuniriam em setembro para formar um governo apoiado pelos EUA para substituir Saddam. Ramadan voltou a pedir uma saída negociada, mediada pela ONU, que permita a retomada das inspeções de armas, mas também abra o caminho para o levantamento das sanções econômicas impostas contra o Iraque no começo dos anos 90. "Um diálogo não pode ficar restrito à retomada das inspeções (suspensas em 1998)", disse Ramadan. Jatos norte-americanos e britânicos que patrulham a zona de exclusão aérea ao norte e sul do Iraque atacaram hoje baterias antiaéreas iraquianas na Província de Wassit, sul do país, segundo o Comando Central dos EUA. A agência de notícias iraquiana INA informou que os ataques foram dirigidos contra alvos civis. "Às 23h35 (16h35 de Brasília) de quinta-feira aviões hostis, procedentes de bases no Kuwait, invadiram nosso espaço aéreo e dispararam mísseis contra instalações civis da Província de Wassit", disse a nota da agência.

Agencia Estado,

30 Agosto 2002 | 19h55

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