Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
O jihadismo que fala francês
Imagem Helio Gurovitz
Colunista
Helio Gurovitz
Conteúdo Exclusivo para Assinante

O jihadismo que fala francês

De acordo com um estudo da Brookings Institution, estar em um país onde se fala francês é o fator mais importante para uma pessoa aderir ao Estado Islâmico

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2016 | 05h00

O que leva alguém a aderir ao Estado Islâmico (EI)? O resultado do estudo mais preciso sobre o tema, da Brookings Institution, intriga os pesquisadores. Eles investigaram os grupos mais propensos a fornecer jihadistas ao EI, segundo 40 critérios. De longe, o fator mais importante é estar num país onde se fala francês. Urbanização e desemprego juvenil também influem, mas a francofonia tem, estatisticamente, quase o dobro da relevância. Os terrenos mais férteis para o jihadismo são França, Bélgica e Tunísia. França e Bélgica também foram alvos dos atentados mais letais do EI.

“Não acreditamos que falar francês tenha efeito real”, diz Chris Meserole, coautor do estudo. “Francófono representa outra coisa: a cultura política francesa, especificamente a abordagem do secularismo – ou laïcité.” Segundo ele, o recrudescimento dos símbolos do Estado laico nos últimos anos, com movimentos pela proibição do véu e do burkini, revoltou muçulmanos desses países e produziu um ambiente mais acolhedor à retórica apocalíptica do EI.

O sobrepeso de Donald Trump

A flutuação do peso mexicano tem acompanhado as chances de Donald Trump na corrida eleitoral americana. Quanto mais ele sobe nas pesquisas, mais a moeda cai diante do dólar.

Pneumonia de Hillary, coração de Roosevelt

Não há surpresa na tentativa de Hillary Clinton esconder sua pneumonia, ou Trump seu colesterol. Em 1944, mesmo desenganado pelos médicos, Franklin Roosevelt decidiu concorrer à Casa Branca pela quarta vez. Morreu semanas após a posse. O estado de seu coração ficou 26 anos em segredo, diz Joseph Lelyveld no recém-lançado livro His final Battle.

O efeito tardio da educação

É conhecida a influência da educação na economia. Menos conhecido é o tempo que ela leva para surtir efeito. Num estudo com 98 países, Theodore e Andrew Breton, da Universidad Eafit, de Medellín, demonstram a relação inequívoca entre escolaridade e crescimento. Um ano a mais de estudo eleva o PIB em 7% ao longo dos 40 anos seguintes – mas o efeito nos cinco anos iniciais é só um quarto disso.

A mitologia do investimento estatal

Uma lenda política diz  que investimentos do governo em infraestrutura aumentam o crescimento, reduzem o desemprego e são uma responsabilidade cívica. “Nada disso está certo”, diz o economista Edward Glaeser em artigo no City Journal.

O governo do Japão investiu US$ 6,3 trilhões em projetos de construção entre 1991 e 2008. A renda per capita permaneceu estagnada, e a dívida pública atingiu astronômicos 230% do PIB.

A biruta giratória de Alan Greenspan

Responsável, no Fed, por inflar a maior bolha econômica da história – cujo estouro, em 2008, redundou na atual onda populista –, Alan Greenspan ainda se faz de sonso. “É o pior ambiente econômico e político que já vivi”, diz ele sobre o momento nos EUA. “Espero que encontremos uma saída, pois este é um país grande demais para ser minado por, como direi, birutas.”

Flogisto’ e ‘Gremlins’ de Paul Romer

O economista Paul Romer, conhecido por estudos ligando crescimento e inovação, abandonou a pesquisa teórica. Em artigo demolidor, ele ataca a macroeconomia dos últimos 40 anos e a compara à teoria das cordas, ramo da física que propõe explicações para o Universo impossíveis de verificar na prática. Bem-humorado, batiza variáveis esotéricas nos modelos econômicos de “trolls”, “gremlins”, “calórico”, “éter” e “flogisto”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.