'O Manifestante' é escolhido personalidade do ano pela 'Time'

Para revista americana, anônimos que tomaram as ruas da Tunísia à Síria, de Nova York a Madri foram os mais influentes de 2011

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h03

A revista Time surpreendeu ontem ao anunciar seu tradicional prêmio que destaca a "pessoa mais influente do ano". Em vez de um nome específico, a publicação escolheu um personagem anônimo: "O Manifestante", que tomou as ruas inicialmente no mundo árabe e levou jovens a fazerem o mesmo na Europa, nos EUA e na América Latina.

O anúncio da Time foi feito ontem no programa Today's Show da rede americana de TV NBC. A revista justificou sua escolha dizendo que os protestos de rua de 2011 mudaram a forma como a política está sendo feita mundo afora.

"Há um limite global para a frustração? Em todo lugar, parece que as pessoas disseram 'basta'", disse o editor-chefe da revista, Rick Stengel. "O Manifestante está redefinindo a noção de poder popular", defendeu ele.

"Eles discordaram, reivindicaram. Eles não desistiram, mesmo quando as respostas vieram em forma de nuvens de gás lacrimogêneo ou de saraivadas de tiros. Eles literalmente encarnam a ideia de que a ação individual pode trazer mudanças coletivas colossais", afirmou a revista.

O prêmio é concedido àquele que mais influenciou - para o bem ou para o mal - os principais eventos do ano. Em 2010, o vencedor foi o criador do Facebook, Mark Zuckerberg. Em 2009, foi o presidente do Fed (banco central americano), Ben Bernanke.

Este ano o almirante americano William McRaven, responsável pela operação militar que matou Osama bin Laden, no Paquistão, ficou em segundo lugar. Em seguida, veio o artista plástico e dissidente chinês Ai Weiwei, preso este ano por 81 dias em meio a fortes condenações internacionais a Pequim. Paul Ryan, congressista americano que chefia a Comissão de Orçamento, ficou em 4.º lugar. / REUTERS

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