Rodrigo Cavalheiro, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2010 | 00h00

Toque de recolher para viciado em jogo na web

Nada de tiroteios, lutas ou corridas entre meia-noite e as 8 horas. A ordem para moderar o uso da internet é para crianças, mas não vem dos pais. Vem do governo da Coreia do Sul, um dos maiores produtores (e consumidores) mundiais de jogos. As autoridades estão preocupadas a tal ponto que uma das soluções em teste é tornar a conexão mais lenta para as crianças que estiverem jogando demais. O governo também exigiu que as companhias desenvolvam sus próprios planos para tirar os jovens jogadores da frente do monitor. As duas medidas são tecnicamente possíveis porque todos os usuários de internet sul-coreanos têm um número de identidade, o que permite aos servidores desconectar alguém que perdeu a hora. O tema preocupa em todo o mundo, mas ganhou contornos dramáticos na Coreia do Sul, curiosamente, por causa da fixação dos pais pela web, não dos filhos. No mês passado, um casal deixou que a filha morresse de fome enquanto se dedicava a criar um personagem online.

AL-JAZIRA

Após 42 anos, cubanos terão o seu salão

Barbeiros e cabeleireiras cubanos já podem administrar seu próprio negócio. Desde que seu salão não tenha mais do que três cadeiras, poderão alugar o espaço do governo e pagar impostos, em vez de receber um salário mensal. Uma novidade para a maioria, já que Fidel Castro nacionalizou as pequenas empresas em 1968. Nas suas primeiras reformas, Raúl Castro havia cedido terra improdutiva do Estado a agricultores e permitido a alguns taxistas ser autônomos.

BOSTON GLOBE

Ted Kennedy, segundo o FBI e a família

Agentes do FBI terminaram de revisar as primeiras 3 mil páginas sobre a vida do senador Ted Kennedy, que morreu em 25 de agosto, e vão torná-las públicas. Antes, contrariando um costume do próprio FBI, permitirão que a família mais famosa da política americana retoque o material. Historiadores acreditam que os arquivos incluam ameaças de morte, detalhes da vida privada e do acidente de carro em que morreu a passageira que ele levava, em 1969.

THE GUARDIAN

Condenados esperam um enforcador

Trabalho para homens. Habilidade exigida: dar um nó e frieza. Conforme o Daily News of Zimbabwe, esta é a oferta em Chikurubi, uma prisão de segurança máxima no Zimbábue. Por falta de um enforcador, 50 homens condenados esperam há cinco anos. Para muitos, o que poderia ser uma sorte é uma tortura maior que a própria sentença. Alguns passaram mais de uma década na solitária, mas os apelos de clemência foram negados pelo presidente Robert Mugabe. Os últimos executados na forca foram dois ladrões, em 2005, por matar um guarda quando tentavam fugir.

CRIME NO MÉXICO

24 milhões

de celulares serão desabilitados hoje no México

por falta de registro

83,5 milhões

de usuários de telefonia celular deveriam ter

feito o recadastramento

71%

dos proprietários fizeram o novo cadastro, exigido como medida de combate à criminalidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.