O mundo não irá tolerar envio de armas da Síria ao Hezbollah, diz Itália

O ministro do exterior da Itália, Massimo D´Alema, disse em entrevista nesta quarta-feira que a comunidade internacional não irá tolerar o envio de armas por parte da Síria ao Hezbollah, ou outras violações da resolução da ONU que encerrou com o conflito entre Israel e a milícia xiita no Líbano. "Os sírios devem saber que se armas chegarem da Síria, ou atos que violem a resolução 1701 da ONU forem cometidos, a comunidade internacional não irá ficar parada olhando", falou D´Alema à rádio estatal RAI. A Síria negou as alegações de que está enviando armas ao Hezbollah, apesar de funcionários de Israel afirmarem que a guerrilha adquiriu foguetes sírios e iranianos. A ONU falou que até agora não há planos de enviar homens da força de paz para a fronteira da Síria com o Líbano, o que o presidente sírio, Bashar Assad, afirmou que iria considerar como um ato hostil. O alerta dado por D´Alema acontece no dia seguinte ao envio da força-tarefa italiana ao sul do Líbano, composta por mais de 800 soldados encarregados de manter a paz. A Itália deverá enviar aproximadamente 2,500 homens em solo libanês até o fim do ano, como sua contribuição no esforço de fortalecer a força de paz no país. Israel até agora resistiu às demandas para suspender o bloqueio aéreo e marítimo no Líbano imediatamente, pois alega que só irá remover o embargo quando estiver garantido que as forças enviadas ao sul do Líbano podem impedir o envio de armas ao Hezbollah.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.