O mundo olhava para o Irã; enquanto isso, na Coreia...

A inteligência militar e as agências de informações ocidentais estavam cheias de receios, olhando para o risco de um Irã atômico, enquanto o perigo vinha sendo construido do outro lado, na Coreia do Norte, sem despertar muita atenção. A central apresentada ao respeitado especialista americano Siegfried Hecker, ex-chefe do Laboratório de Los Alamos e titular do Departamento de Altas Energias da Universidade Stanford, era desconhecida até agora. O cientista destacou a qualidade das instalações dedicadas ao enriquecimento de urânio - e não ao processamento de plutônio, mais fácil de ser detectado e com maior probabilidade de falha. Fica evidente que Pyongyang quer expandir a possibilidade de construir armas mais poderosas que os artefatos tecnologicamente toscos foram testados em 2006. A Coreia do Norte também resolveu o problema do veículo lançador. Tem mais de 1.000 mísseis estocados, sendo 800 deles balísticos. Vende esses equipamentos, e a tecnologia, para diversos países, entre eles o visado Irã. No arsenal, há 600 mísseis de média distância e outros 200 com alcance entre 2 mil km e 3 mil km.

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