Heikki Saukkomaa/Lehtikuva via AP
Heikki Saukkomaa/Lehtikuva via AP

'O mundo quer nos ver convivendo bem', diz Trump no início de cúpula com Putin

Encontro entre líderes de EUA e Rússia ocorre em meio a tensão sobre interferência dos russos na eleição americana de 2016; para Putin, reunião é momento para falar sobre 'pontos críticos do mundo'

O Estado de S.Paulo

16 Julho 2018 | 10h35

HELSINQUE, FINLÂNDIA - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 16, no início de sua cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin, que a boa relação entre os dois países é desejada por todos. "O mundo quer nos ver convivendo bem", declarou. Segundo Trump, EUA e Rússia não têm se dado bem nos últimos anos, mas há "grandes oportunidades". Para ele, uma "relação extraordinária" entre as duas nações é possível.

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A reunião começou cerca de 45 minutos depois da chegada tardia de Putin à Finlândia. Sentados lado a lado em uma sala do palácio presidencial finlandês, adornado por bandeiras americanas e russas, os dois líderes falaram brevemente com a imprensa.

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Trump disse que as discussões da cúpula envolverão comércio, questões militares, mísseis, armas nucleares, China e Xi Jinping, o primeiro-ministro chinês. A interferência russa na eleição americana não foi diretamente abordada na fala inicial do encontro. Putin sorriu quando jornalistas questionaram Trump sobre o assunto. O líder americano se recusou a responder.

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Para o presidente russo, a cúpula marca o momento em que as duas nações devem falar seriamente sobre sua relação e os problemas globais. Seus primeiros comentários em Helsinque foram breves, ao contrário dos de Trump, que falou extensivamente. De acordo com Putin, a cúpula é parte de "contatos constantes e contínuos" entre ele e Trump. Ao final da entrevista, os dois líderes apertaram as mãos brevemente e seguiram para reuniões particulares.

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Apesar de dizer que espera relações melhores com Moscou, Trump enfrenta ceticismo sobre a questão em Washington. Tanto republicanos como democratas questionam o foco na amizade com Putin, argumentando que a anexação da Crimeia pela Rússia e outras ações desestabilizadoras do Kremlin estão sendo ignoradas. / AP

 

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