"O País o tirou de mim", diz a viúva do general morto no Haiti

Chocada com a morte do marido no Haiti, a viúva do general Urano Teixeira da Matta Bacellar permaneceu o dia reclusa no apartamento da família, no Grajaú, bairro de classe média da zona norte do Rio de Janeiro. Por telefone, disse ser competência dos militares esclarecer o caso. Emocionada, em um contato com uma jornalista afirmou que o País lhe "tirou" o marido. "Não vou falar nunca. Vai perguntar para o Exército", desabafou Maria Ignez. "Ele era mais importante para mim do que para o Exército. E o País o tirou de mim."O último encontro do general com a família foi em 2 de janeiro, dia em que retornou ao Haiti para reassumir o comando da Missão de Paz das Nações Unidas (Minustah). O militar, que morava com a mulher em Brasília, foi para o apartamento da família no Rio se encontrar com os dois filhos, Mariana e Rodrigo, residentes nos Estados Unidos, para comemorar as festas de final de ano.Durante todo o dia, familiares e amigos estiveram no apartamento para consolar com Maria Ignez, Mariana e Rodrigo. Todos se negaram a conversar com os jornalistas. No meio da tarde, um padre e três representantes do Comando Militar do Leste chegaram ao prédio para prestar assistência à família.Leisa Coelho, vizinha do general, contou que ele era uma pessoa "simpática e sociável". Ainda destacou que o militar não criava problemas com os demais moradores e vinha ao Rio poucas vezes. O apartamento foi inicialmente comprado para os filhos, que logo em seguida foram morar, estudar e trabalhar nos EUA, e o local passou a ser um lugar destinado a férias ou descanso.

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