André Dussek/Estadão
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'O que ocorre em Gaza não é genocídio, mas é um massacre', diz Dilma

Em sabatina, presidente também lamentou declarações de porta-voz israelense e defendeu solução de dois Estados para a região

Ricardo Della Coletta, Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2014 | 18h34

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff afirmou na tarde desta segunda-feira, 28, que não considera que esteja ocorrendo um "genocídio" promovido por Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza, mas acredita que a situação na região configura um "massacre". Dilma também afirmou que a ação promovida pelos israelenses é "desproporcional". O atual conflito na Faixa de Gaza já deixou mais de mil palestinos - a maioria civis - e cerca de 45 israelenses mortos. 

A presidente destacou que o País tem uma posição de amizade bastante antiga com Israel e criticou as declarações do porta-voz da chancelaria israelense, Yigal Palmor, de que o Brasil é um "anão diplomático" e "parceiro diplomático irrelevante". "Lamento as palavras do porta-voz. Elas criam um clima muito ruim", disse Dilma, que afirmou ainda que o embaixador brasileiro em Israel, chamado para consultas após a escalada do conflito, retornará "oportunamente" àquele país. 

A presidente destacou que o Brasil defende a solução dos dois Estados (Israel e Palestina) para a região como uma forma de garantir os direitos dos palestinos e a segurança de Israel. Ela também qualificou de "altamente bem-vindo" o pedido de um cessar fogo imediato feito pela Organização das Nações Unidas (ONU). "É uma faixa muito pequena e as pessoas estão em situação de muita insegurança, com muitas mulheres e crianças morrendo", justificou.

A presidente Dilma participou nesta tarde de uma sabatina promovida por Folha, UOL, SBT e rádio Jovem Pan. A entrevista ocorreu no Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República em Brasília.

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