Jason Reed/Reuters
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Obama aceita formalmente candidatura à reeleição nos EUA

Presidente encerra convenção democrata pedindo mais quatro anos do cargo

AE, Agência Estado

07 de setembro de 2012 | 00h53

CHARLOTTE, EUA - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aceitou a indicação do Partido Democrata para disputar um segundo mandato e disse aos eleitores que eles enfrentam "a mais clara escolha de qualquer época, de qualquer geração". "Eu aceito a sua investidura", disse a uma plateia de milhares de delegados eufóricos.

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Em seu discurso no encerramento da Convenção Nacional do Partido Democrata, na noite de quinta-feira, Obama disse que a América tem sido testada pelos custos da guerra, pela economia conturbada e um preocupante impasse político, enfatizando que a eleição será a escolha entre dois caminhos para o país e duas fundamentalmente diferentes visões do futuro. "Sim, nosso caminho é mais difícil, mas leva a um lugar melhor", assegurou.

O presidente destacou que os Estados Unidos estão na trilha da recuperação, e afirmou que seu rival para as eleições de 6 de novembro, o candidato republicano Mitt Romney, quer reviver políticas fracassadas, como o corte de impostos para os ricos e corte nos programas que dão aos americanos a oportunidade de um futuro mais próspero.

O candidato democrata ofereceu uma mensagem mais realista, especialmente aos jovens. Ao pedir mais quatro anos no cargo, pediu paciência aos norte-americanos enquanto busca um consistente crescimento econômico.

"A verdade é que vai demorar mais do que alguns anos para superar as dificuldades", admitiu Obama, que enfrenta o desafio de reviver a mágica de sua histórica temporada de 2008 e gerar entusiasmo entre os eleitores que estão cansados das dificuldades econômicas e do desemprego persistente. "Nos próximos anos, grandes decisões serão tomadas em Washington sobre emprego, impostos, déficits, energia e guerra, educação e paz ", disse.

Obama dedicou parte central de seu discurso para destacar feitos de sua política externa, como a morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, o fim da guerra no Iraque e a promessa de acabar com o conflito que seu país trava no Afeganistão há mais de uma década.

Com Dow Jones

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