Obama: Acordo com o Irã vai excluir petróleo e bancos

O presidente dos EUA, Barack Obama, detalhou nesta terça-feira alguns aspectos das negociações em torno do futuro do programa nuclear do Irã e do afrouxamento das sanções contra o país. Ele afirmou que o possível acordo não vai impactar as restrições bancárias, nem os controles sobre o petróleo.

Agência Estado

20 de novembro de 2013 | 04h32

Uma decisão "nos daria um período de tempo - vamos dizer seis meses - durante o qual nós poderíamos conferir se eles estão dispostos a alcançar um estado no qual nós, os israelitas e a comunidade internacional possamos dizer com confiança que o Irã não quer criar uma arma nuclear", disse Obama. O presidente afirmou ainda não acreditar que o acordo seja alcançado nesta semana, em Genebra.

Obama sofre com críticas de opositores que acreditam que os EUA e seus aliados podem reduzir as sanções a Teerã sem provas mais robustas do compromisso do país pelo fim de seu programa nuclear. Para defender a negociação, ele explicou que as sanções que realmente impactam o Irã não seriam retiradas. "Parte da razão pela qual eu acredito que o acordo não vai ruir é porque nós não estamos atuando sobre as sanções mais poderosas: as sanções sobre o petróleo, sobre o sistema bancário, sobre os serviços financeiros. Esses são os que realmente reduzem uma boa parte da economia iraniana", disse.

Em entrevista a executivos no encontro anual do Conselho de CEOs do Wall Street Journal, o presidente americano disse estar disposto a aceitar uma revisão por partes do sistema de imigração norte-americano. Ele afirmou também que sua admnistração está considerando refazer o website problemático do recém-lançado sistema de saúde. Fonte: Dow Jones Newswire

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