Junko Kimura-Matsumoto/AP
Junko Kimura-Matsumoto/AP

Obama acusa Moscou de não cumprir acordo e fala em sanções

Em Tóquio, presidente americano afirmou que Rússia deve parar de alimentar tensões no leste da Ucrânia

O Estado de S. Paulo,

24 de abril de 2014 | 23h46

TÓQUIO - No Japão, primeiro país visitado em um giro pela Ásia, o presidente americano, Barack Obama, declarou na quinta-feira, 24, que os EUA poderão "impor novas sanções" contra a Rússia se o país continuar alimentando as tensões na Ucrânia. Obama acusou Moscou de descumprir a promessa de manter o "espírito do acordo" da semana passada para uma saída política para a crise.

Sem apetite para uma resposta militar americana, Obama tem apostado na estratégia econômica, com uma série de sanções contra o presidente russo, Vladimir Putin, e seus mais próximos aliados. A saída, entretanto, depende de que países europeus com fortes ligações financeiras com Moscou também apliquem as penas, apesar dos riscos para suas próprias economias.

"Eu entendo que sanções adicionais talvez não mudem o cálculo de Putin", disse Obama. "Essa mudança depende não apenas da aplicação de sanções pelos EUA, mas também que haja a cooperação de outros países."

Na semana passada, em Genebra, representantes de EUA, Rússia, Ucrânia e União Europeia acertaram um acordo segundo o qual grupos armados ilegais na Ucrânia recuariam em um processo a ser supervisionado pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). No entanto, assim que o acordo foi assinado, ambos os lados começaram a trocar acusações sobre o não cumprimento dos compromissos.

Ainda na quinta, um jornalista americano mantido refém por insurgentes na cidade de Slaviansk desde o início da semana foi libertado. Insurgentes teriam sequestrado Simon Ostrovsky, repórter do canal Vice News, por aparentemente não concordar com sua cobertura dos fatos. "Estou livre e em segurança. Obrigado a todos pelo apoio. Não tinha ideia de que tinha tantos bons amigos", escreveu Ostrovsky em sua conta no Twitter. / NYT

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