Jessica Gow/Reuters
Jessica Gow/Reuters

Obama afirma que EUA não espionaram cidadãos estrangeiros

Brasil convocou embaixador americano após denúncias de monitoramento das comunicações de Dilma

Cláudia Trevisan, correspondente em Washington,

04 de setembro de 2013 | 12h46

WASHINGTON - O presidente Barack Obama defendeu seu governo nesta quarta-feira, 4, das acusações de que os Estados Unidos espionam cidadãos estrangeiros. "Eu posso assegurar ao público na Europa e ao redor do mundo que nós não saímos por aí bisbilhotando os e-mails das pessoas ou escutando suas ligações telefônicas", afirmou durante entrevista coletiva na Suécia.

As ações do programa de espionagem foram reveladas por Edward Snowden, o ex-técnico da Agência Nacional de Segurança que agora está exilado na Rússia.

Reportagem exibida domingo pelo Fantástico, na TV Globo, apresentou novos documentos, segundo os quais os americanos monitoraram comunicações da presidente brasileira, Dilma Rousseff, com seus assessores. Não há comprovação de que o conteúdo das conversas ou e-mails foi obtido, mas sim de que teriam sido identificados padrões de comunicação de alguns dirigentes do governo.

O Brasil demonstrou seu descontentamento com as revelações, convocou o embaixador dos EUA, Thomas Shannon, a prestar esclarecimentos e exigiu explicações por escrito da Casa Branca. O governo também ameaçou cancelar a visita de Dilma a Washington, marcada para o fim de outubro. Essa será a única "visita de Estado" que Obama receberá neste ano.

 
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