AP Photo/Jacquelyn Martin
AP Photo/Jacquelyn Martin

Obama afirma que houve 'progresso' na luta contra o grupo Estado Islâmico

Presidente também promete aumentar o apoio americano à oposição moderada na guerra civil da Síria

O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2015 | 18h57

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que ocorreu um progresso na luta contra o Estado Islâmico (EI), em discurso após reunião sobre os esforços do Exército contra o grupo extremista, no Pentágono, nesta segunda-feira, 6. Obama, que enfrenta críticas constantes de que sua estratégia contra o Estado Islâmico é muito cautelosa, disse que "essa é uma campanha de longo prazo". Obama também declarou que o grupo extremista é "ágil".

Obama também prometeu aumentar o apoio americano à oposição moderada na guerra civil da Síria e disse que os EUA precisam fazer mais internamente para evitar ataques e combater os esforços do Estado Islâmico de recrutar pessoas. Segundo ele, os EUA continuarão a reprimir as operações financeiras ilícitas do grupo em todo o mundo.

Não há planos para enviar tropas adicionais dos EUA ao exterior, disse ele, repetindo que a luta contra o grupo militante não será rápida. Obama enfatizou, como tem feito, que, com um forte parceiro no terreno no Iraque, os EUA e seus aliados terão sucesso na derrota do grupo militante, que também é conhecido como Isil.

Ele afirmou que o treinamento dessas forças foi incrementada depois de um período de lentidão nesse esforço e a queda de Ramadi, a capital da província de Anbar, predominantemente sunita, havia galvanizado o governo iraquiano. "Mais voluntários sunitas estão sendo convocados", disse ele. "Alguns já estão sendo treinados e podem ser uma nova força contra o Isil. Continuamos a acelerar a entrega de equipamentos essenciais, incluindo armas antitanques, para as forças de segurança iraquianas."

"E tenho deixado claro para minha equipe que vamos fazer mais para treinar e equipar a oposição moderada na Síria", afirmou Obama, sem dar detalhes sobre o que mais os EUA irão fazer a esse respeito.

Na reunião no Pentágono, Obama recebeu as atualizações do Secretário de Defesa, Ash Carter, do presidente do Comando Conjunto do Gabinete, general Martin Dempsey, e de outros sobre esforços do Pentágono contra o Estado Islâmico. A visita de Obama ao Pentágono foi anunciada como um encontro de rotina e não esperava-se que o presidente americano anunciasse alguma mudança na estratégia contra o Estado Islâmico. Entretanto, a visita está longe de ser rotineira: a última vez que Obama apareceu no Pentágono foi em outubro de 2014.

Veja a evolução territorial do Estado Islâmico 

Afeganistão. Um dos maiores críticos do governo de Obama, o senador John McCain, do Partido Republicano, visitou o Afeganistão no fim de semana, lamentando a decisão do governo de retirar as tropas do país com base em um cronograma, não nas condições do local. Muitos acreditam que os militantes do Estado Islâmico estão entrando no Afeganistão, causando uma instabilidade adicional no momento em que o governo afegão tenta se estabelecer. / DOW JONES NEWSWIRES e REUTERS

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