AP Photo/Evan Vucci
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Obama afirma que imigrantes e refugiados 'revitalizam e renovam' os EUA

A imigração é a 'origem' da história dos EUA, segundo Obama, que detalhou que os 'primeiros refugiados' do país foram os peregrinos 'fugindo da perseguição religiosa'

O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2015 | 18h32

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ressaltou nesta terça-feira, 15, que os imigrantes e refugiados "revitalizam e renovam" o país, durante uma cerimônia nos Arquivos Nacionais de Washington na qual 31 pessoas de 25 países diferentes receberam a cidadania americana.

"Que tipo de país queremos ser?", perguntou Obama em seu discurso, que esteve centrado em marcar um contraste, sem mencioná-las diretamente, com as propostas migratórias dos pré-candidatos republicanos à Casa Branca e, em particular, com o plano antimuçulmano de Donald Trump.

A imigração é a "origem" da história dos EUA, segundo Obama, que detalhou que os "primeiros refugiados" do país foram os peregrinos "fugindo da perseguição religiosa".

O presidente disse que muitas vezes as pessoas se esquecem que os que discriminam hoje os imigrantes são eles mesmos filhos de antigos imigrantes. Nos sírios que escapam hoje do conflito armado em seu país "devemos ver os judeus da 2ª Guerra", enfatizou Obama.

O presidente afirmou que a xenofobia e discriminação atuais contra os imigrantes não são novas, e lembrou que no passado às vezes o país também "sucumbiu ao medo" e "traiu" seus valores. "Sugerimos que há um nós e um eles. Não lembramos que nós costumávamos ser eles", advertiu.

Já na semana passada, Obama alertou contra a intolerância e a discriminação, em uma indireta alusão à proposta de Trump, que quer proibir temporariamente a entrada aos EUA de todos os muçulmanos perante a ameaça do terrorismo jihadista.

"Nossa liberdade está ligada à liberdade dos demais, independentemente de como são, de onde vêm, qual é seu sobrenome ou que fé praticam", ponderou o presidente na cerimônia de comemoração do 150° aniversário da 13ª Emenda da Constituição, que aboliu formalmente a escravidão nos EUA. "Traímos os esforços do passado se falhamos em resistir à intolerância em todas suas formas", completou o presidente.

Trump fez sua proposta em razão das repercussões pelo ataque terrorista do dia 2 em San Bernardino (Califórnia), que deixou 14 mortos e 20 feridos e foi realizado por dois supostos seguidores do Estado Islâmico (EI), um americano muçulmano filho de paquistaneses e sua mulher, de origem paquistanesa. / EFE

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