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Obama afirma que Taleban continuará com estratégia de violência e evitará conversa de paz

Presidente dos EUA disse em coletiva de imprensa na cúpula do G7 que objetivo do país é manter plataformas de contraterrorismo para evitar um ataque da Al-Qaeda ou do Estado Islâmico

O Estado de S. Paulo

26 Maio 2016 | 12h20

ISE-SHIMA, JAPÃO - O presidente Barack Obama disse nesta quinta-feira, 26, que não espera que o novo líder do Taleban direcione o grupo para conversas de paz com o governo do Afeganistão, um acordo que, segundo o líder americano, deve demorar anos. Ele afirmou que os taleban devem continuar a estratégia de violência que já seguem.

“Nosso objetivo agora é garantir que a constituição e o processo democrático (no Afeganistão) sejam apoiados, e manter as plataformas de contraterrorismo que precisamos na região para que a Al-Qaeda e o Estado Islâmico não sejam capazes de se enraizar e usar esse recurso como base para atacar os EUA.”

Obama falou em coletiva de imprensa na cúpula do G7, indicando que Haibatullah Akhunzada não é diferente de seu antecessor, o mulá Akhtar Mansour, morto na semana passada por um drone americano.

"Eu não estava esperando que um democrata liberal fosse apontado como o novo líder do Taleban", disse Obama. "Continua a ser uma organização que enxerga a violência como estratégia para conseguir seus objetivos."

A declaração do presidente americano ocorre após algumas conversas de oficiais americanos, que demonstraram esperança de que a troca na liderança do Taleban poderia causar divisões e, assim, enfraquecer o grupo em alguns meses. Os EUA apoiam conversas de paz entre o grupo e governo afegão, mas Obama acredita que o diálogo será longo.

"Minha esperança, embora não seja a minha expectativa, é de que chegue um ponto em que o Taleban reconheça que não será capaz de invadir o país e de que é preciso entrar em sérias conversas de reconciliação, lideradas pelos afegãos", disse Obama. "Mas eu duvido que isso acontecerá tão cedo".

"No curto prazo, nós acreditamos que o Taleban continuará a aplicar sua agenda de violência", destacou o presidente dos EUA. /Dow Jones Newswire e Reuters

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