Obama alerta para risco de ação 'isolada' no 11/9

Mais do que um ataque terrorista ao estilo da Al-Qaeda, Casa Branca está em alerta para atentado de um 'lobo solitário' como o atirador da Noruega

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

Em entrevista à TV CNN, o presidente Barack Obama disse temer que um "lobo solitário" - e não um grupo terrorista organizado - tente atacar os EUA no 10.º aniversário do 11 de Setembro.

Cuidadoso, Obama afirmou que não se pode descartar a possibilidade de um grupo como a Al-Qaeda tentar desferir um novo ataque a um alvo americano, mas admitiu estar mais preocupado com o risco "de alguém com apenas uma arma cometer um massacre de larga escala como o que vimos na Noruega". As declarações de Obama foram feitas na última parada de sua caravana eleitoral pelo Meio-Oeste do país.

Ontem foi a última etapa da viagem, concluída no reduto político do presidente: o Estado de Illinois. Ironicamente, foi lá que Obama se deparou com o momento mais delicado de seu giro, que começou na segunda-feira.

No depósito da empresa Wyfeels Hybrids, maior provedora de sementes de milho do país, Obama foi recebido por cerca de 300 moradores da cidade de Atkinson, dos quais oito estavam dispostos a colocá-lo contra a parede com perguntas duras.

Um fazendeiro o questionou sobre o risco de mais regulação sobre a agricultura e pediu ao presidente que evite novas regras. Um estudante trouxe a preocupação de sua mãe com a corrosão do valor da aposentadoria pela inflação, enquanto uma corretora de imóveis insistiu em saber como a Casa Branca pretende resolver a crise do setor e a falta de confiança dos consumidores americanos.

Três cidadãos perguntaram como ele pretende criar empregos com a economia praticamente estagnada. Um garoto de 10 anos foi o mensageiro do avô, preocupado com o destino do etanol de milho.

Obama entrou no galpão declarando o quanto era "bom retornar ao lar" e tratou de escapulir de cada pergunta com seu talento. "Diga a sua mãe que não sou eu o responsável pela inflação", afirmou, ao explicar o recente aumento de preços depois de dois anos de deflação nos EUA.

"Honestamente, o governo não conseguirá resolver o problema imobiliário sozinho. Precisamos dos consumidores, dos bancos, do setor privado", disse para a corretora. "Não cortaremos gastos com pesquisas agrícolas", anunciou, para tranquilizar a plateia de fazendeiros, em sua maioria.

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