Obama alerta Rússia sobre consequências da Crimeia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcou na Europa nesta segunda-feira para uma viagem de uma semana na tentativa de discutir a crise na Ucrânia e anunciar novas sanções contra a Rússia. A primeira parada do presidente norte-americana foi no Rijksmuseum, em Amsterdã, para um encontro informal com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

EDGAR MACIEL, COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS E DOW JONES NEWSWIRES, Agência Estado

24 de março de 2014 | 08h57

Assim como outros representantes europeus, Rutte tem demonstrado preocupações sobre o movimento das tropas russas ao longo da fronteira oeste, com a Ucrânia.

"Estamos unidos em impor um custo para a Rússia sobre suas ações até agora", disse Obama após a reunião.

Durante à tarde, Obama viaja para Haia. Ele vai participar da Cúpula de Segurança Nuclear e também encontrar o presidente da China, Xi Jinping. O foco da reunião com o presidente chinês serão as questões regionais da Ásia. Contudo, a China se apresenta como uma peça-chave neste confronto entre Ocidente e Rússia, já que Pequim mantém laços estreitos com Moscou.

Mesmo que o motivo inicial seja discutir o terrorismo nuclear e uso irracional das armas, o assuntou ficou em segundo plano devido ao cenário de crise no leste europeu. Às 18 horas (de Brasília), o presidente se encontra, durante uma reunião emergencial, com os líderes do G-7 para discutir a situação da Ucrânia e quais medidas podem ser aplicadas contra a Rússia. Obama quer que os aliados europeus adotem sanções mais duras contra a Rússia. A União Europeia tem sido mais relutante em impor medidas duras contra os russos já que os laços econômicos são mais próximos, como a questão da importação de gás natural.

"Em todas as minhas discussões com os líderes europeus, a minha mensagem será de que a Rússia precisa entender as consequências políticas e econômicas de suas ações na Ucrânia", disse Obama em uma entrevista publicada no jornal holandês Volkskrant.

Os EUA, contudo, fizeram questão de recuar da possibilidade de uma possível batalha entre o Oriente e o Ocidente. "Esse é um tipo de pensamento que deveria ter terminado na Guerra Fria", disse o presidente norte-americano. "Pelo contrário, é importante que a Ucrânia tenha uma boa relação com os Estados Unidos, Rússia e Europa", afirmou.

O impasse político também levantou outras preocupações, como na possibilidade de Moscou recuar nas negociações nucleares com o Irã e a guerra civil com a Síria. Obama disse que a Rússia tem a responsabilidade de ajudar no processo de remoça das armas nucleares na Síria. "O que é profundamente preocupando é que o apoio da Rússia para o regime de Assad fez o governo menos inclinado a participar das negociações para o fim dos conflitos. Enquanto os russos apoiarem os sírios, uma solução política será difícil", afirmou.

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