Obama alerta Turquia sobre políticas para Irã e Israel

Presidente diz que 'provocações' podem impedir Ancara de obter armamentos americanos

Agência Estado

16 de agosto de 2010 | 12h08

LONDRES - O presidente dos EUA, Barack Obama, alertou nesta segunda-feira, 16, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, de que a posição política de Ancara sobre Israel e o Irã poderá reduzir as chances do país de obter armamentos americanos, de acordo com reportagem do jornal britânico Financial Times.

 

Erdogan quer comprar aviões não tripulados e teleguiados "drone" para atacar insurgentes separatistas turcos, após os EUA retirarem totalmente suas tropas do Iraque até o fim de 2011, segundo o diário. O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo) tem bases nas montanhas no norte do Iraque, na região semiautônoma do Curdistão iraquiano, perto da fronteira com a Turquia.

 

"O presidente disse a Erdogan que algumas das ações que a Turquia tomou provocaram questionamentos que foram levantados no Congresso (dos EUA)", disse um funcionário graduado ao jornal britânico. Essas questões tem o foco em "se nós podemos ter confiança na Turquia como um aliado", afirmou o funcionário americano. "Isso significa que será difícil apresentar alguns pedidos que a Turquia nos fez ao Congresso, como de alguns armamentos que a Turquia gostaria de comprar para lutar contra o PKK."

 

Os EUA já manifestaram desapontamento com o país, que votou contra a quarta rodada de sanções ao Irã no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em junho. Ancara afirma que o Irã deveria ter a chance de levar em frente o acordo de troca de urânio por combustível nuclear, avalizado pela Turquia e pelo Brasil.

 

As relações entre a Turquia e Israel se deterioram muito após Israel ter atacado a flotilha de ajuda humanitária que se dirigia à Faixa de Gaza, em 31 de maio. Nove ativistas turcos foram mortos no conflito. Obama pediu à Turquia que modere a retórica que está usando sobre o episódio quando teve uma reunião, em junho, com Erdogan durante a Cúpula do G-20, em Toronto, informou o FT. As informações são da Dow Jones.

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