Javier Galeano/AP
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Obama alivia restrições a Cuba

Estudantes e grupos religiosos poderão viajar à ilha e americanos poderão doar até US$ 500 para cubanos

estadão.com.br,

14 de janeiro de 2011 | 21h13

WASHINGTON  - A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira, 14, que o presidente americano, Barack Obama, vai amenizar as restrições para viagens e remessas de dinheiro para Cuba. É a segunda vez que o democrata alivia sanções ao regime dos irmãos Castro e a primeira desde que o governo comunista anunciou reformas de abertura econômica.

Estudantes e grupos religiosos poderão visitar a ilha e cidadãos dos EUA poderão enviar até US$ 500 dólares por trimestre a cidadãos cubanos não vinculados ao regime para incentivar atividades econômicas privadas.

Além disso, qualquer aeroporto americano com serviço aduaneiro e de imigração poderá operar voos charter para a ilha. Trabalhos jornalísticos também terão menos restrições. 

"A medida vai aumentar o contato entre os dois povos, apoiar a sociedade civil cubana, aumentar o fluxo de informação e ajudar o povo a conseguir sua independência das autoridades cubanas", informou a Casa Branca, em comunicado.

Em abril de 2009, Obama permitiu que americanos com familiares em Cuba pudessem visitar o país e enviar-lhes dinheiro. Ainda segundo a Casa Branca, as novas medidas não precisam da autorização do Congresso e passam a valer em duas semanas.

Em setembro do ano passado, o presidente Raúl Castro anunciou a demissão de 500 mil funcionários públicos, que passarão a trabalhar no setor privado. A medida visa estimular a economia cubana, que vive à beira do colapso. O congresso do Partido Comunista discutirá as reformas econômicas. Havana promete, no entanto, seguir o caminho do socialismo.

Também no ano passado, em julho, Raúl prometeu libertar  52 presos políticos como resultado do processo de diálogo aberto com a Igreja Católica cubana e apoiado pela Espanha. Os dissidentes presos são os remanescentes dos 75 presos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003.

Com Efe e AP

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