REUTERS/Larry Downing
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Obama amplia lista de chavistas proibidos de viajar para os EUA

Restrições afetam parentes de indivíduos sujeitos a restrições de vistos, acusados de abusos dos direitos humanos

Felipe Corazza com Reuters/CARACAS, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2015 | 02h03

O Departamento de Estado americano anunciou ontem a ampliação das sanções aplicadas a autoridades e ex-autoridades venezuelanas acusadas de ter responsabilidade por violações de direitos humanos durante a repressão a protestos ocorridos entre fevereiro e abril do ano passado no país.

Em comunicado, o governo de Barack Obama disse que mais pessoas foram incluídas no rol dos que não poderão receber vistos para viajar aos EUA. Os nomes que constam da lista, no entanto, ainda não foram tornados públicos.

Obama assinou, no final do ano passado, a imposição das sanções a venezuelanos. "Essas restrições também afetam parentes imediatos de um número de indivíduos sujeitos a restrições de vistos pelo envolvimento em supostos abusos dos direitos humanos ou por atos de corrupção pública", afirmou o texto de ontem.

"Estamos enviando uma mensagem clara de que os violadores de direitos humanos, aqueles que lucram com a corrupção pública e suas famílias não são bem-vindos nos Estados Unidos."

Biden. A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, afirmou ontem que as acusações feitas por Maduro durante o fim de semana - de que o vice-presidente americano, Joe Biden, teria conspirado para derrubar o governo venezuelano - são "infundadas e falsas".

Pouco depois, em discurso no Tribunal Superior de Justiça da Venezuela, em Caracas, Maduro repetiu a acusação a Biden, dizendo que o Partido Democrata americano oferece "um sorriso pela frente e uma punhalada pelas costas".

Os dois se encontraram no Brasil, no começo de janeiro, durante a posse da presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, trocaram cumprimentos.

Em Miami, o grupo opositor Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio, entregou aos senadores americanos Marco Rubio e Bob Menéndez uma carta pedindo que pressionem pela classificação da Venezuela como um "narcoestado".

"Autoridades do regime de Nicolás Maduro foram acusadas de supostos laços com o narcotráfico e de dar proteção a essa atividade delituosa, transformada em uma política de Estado", diz o texto, divulgado após a publicação, na semana passada, de denúncias de tráfico de drogas contra o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, e membros da cúpula militar.

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