Obama anuncia cortes na Defesa mas promete manter hegemonia

Presidente diz que 'maré da guerra está baixando' e que forças serão 'mais esbeltas', ao revelar corte de US$ 450 bilhões em 10 anos.

João Fellet, BBC

05 de janeiro de 2012 | 15h54

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira cortes na defesa dos Estados Unidos e admitiu que as Forças Armadas serão menores no futuro.

Em uma rara aparição no Pentágono, Obama afirmou que as Forças Armadas do país devem sofrer um corte de US$ 450 bilhões nos próximos 10 anos, mas afirmou que os EUA irão manter sua hegemonia militar no mundo.

Obama disse ainda que a "maré da guerra está baixando" e que o país precisa recuperar sua força econômica.

Segundo ele, as forças americanas devem voltar seu foco para a região da Ásia e do Pacífico e reforçar sua parceria com a Otan (a aliança militar do Ocidente).

"Sim, nossas forças armadas serão mais esbeltas", disse Obama. "Mas o mundo precisa saber: os EUA vão manter sua superioridade militar com forças armadas que são ágeis, flexíveis e prontas para uma ampla gama de contingências e ameaças", afirmou.

O presidente não anunciou um número específico de cortes nas tropas - o que deve ser feito no momento do anúncio do orçamento federal, em fevereiro.

De acordo com o especialista da BBC em assuntos diplomáticos Jonathan Marcus, a revisão da estratégia militar dos EUA se deve a três fatores mais amplos:

"Há a pressão cada vez maior sobre o orçamento de defesa, em uma era de austeridade. O compromisso das forças de combate dos EUA no Iraque terminou, e a redução em andamento dos números dos EUA no Afeganistão fazem deste um bom momento para uma reavaliação", afirma Marcus.

Segundo ele, o Exército e os fuzileiros navais americanos sofrerão cortes, e os fuzileiros voltarão a seu papel tradicional, de força de intervenção rápida. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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