Obama anuncia mudanças na segurança cibernética

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou hoje que vai reformar a estratégia de segurança cibernética de seu governo e nomear um "czar" para supervisionar os esforços. O objetivo é proteger redes de computadores importantes de ataques cibernéticos que podem prejudicar a segurança nacional e enfraquecer a competitividade econômica do país. "A partir de agora, nossa infraestrutura digital - as redes e os computadores dos quais dependemos todos os dias - será tratada como deveria ser: como um ativo nacional estratégico", disse Obama, na Casa Branca. "Proteger essa infraestrutura será uma prioridade de segurança nacional."

AE, Agencia Estado

29 de maio de 2009 | 14h19

Em fevereiro, Obama determinou que o Conselho de Segurança Nacional e o Conselho de Segurança Doméstica avaliassem as defesas da infraestrutura de comunicação e informação dos EUA, que vem sendo colocada sob crescente ameaça de hackers. Como resultado da revisão, Obama disse que iria selecionar pessoalmente um novo coordenador para segurança cibernética, que vai orquestrar o esforço para bloquear e responder aos ataques.

Obama não anunciou quem ele vai escolher como seu "cyber czar", cargo que fará parte do Conselho de Segurança Nacional e do Conselho de Segurança Doméstica. De acordo com o Wall Street Journal, os candidatos incluem a chefe interina para segurança cibernética da Casa Branca, Melissa Hathaway, o vice-presidente da Microsoft, Scott Charney, e Maureen Baginski, que já ocupou cargos seniores na Agência de Segurança Nacional e no FBI, a polícia federal dos EUA.

A Casa Branca também deverá estabelecer um novo comando militar cibernético para administrar a proteção da rede de computadores do Pentágono e melhorar as capacidades de ofensiva do país na guerra cibernética. De acordo com o presidente norte-americano, a experiência pessoal mostrou a ele a realidade das ameaças cibernéticas, citando ataques bem sucedidos a sua rede de computadores de campanha durante as eleições presidenciais. Ele disse que hackers tiveram acesso a uma série de arquivos e e-mails da campanha.

O presidente dos EUA também afirmou que vai se esforçar para colaborar com o setor privado, que controla a vasta maioria das redes de computadores. "Deixem-me ser bastante claro: minha administração não vai impor padrões de segurança para companhias privadas", disse Obama. As informações são da Dow Jones.

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