Franck Robichon/Reuters
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Obama apoia assento permanente para o Japão no Conselho de Segurança

No país, presidente norte-americano, que está presente na cúpula da Apec, destacou que nação é o modelo que devia contar com vaga no grupo da ONU

Efe

13 de novembro de 2010 | 04h18

YOKOHAMA, JAPÃO - Após reunião com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou neste sábado, 13, seu apoio às aspirações do Japão de ter um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Obama e Kan se reuniram antes do começo da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que foi inaugurada neste sábado, 13, em Yokohama (Japão).

Em breves declarações à imprensa após o encontro de meia hora de duração, Obama assegurou que o Japão é o modelo de país que deveria contar com um assento permanente no organismo decisivo da ONU.

"É nossa opinião há algum tempo que o Japão é o tipo de país que queremos ver como membro permanente do Conselho de Segurança", disse.

O presidente americano, que tem no Japão a última etapa de uma viagem pela Ásia que já o levou à Índia, Indonésia e Coreia do Sul, já havia expressado seu apoio para que os indianos também obtivessem um assento permanente na esfera da ONU.

Em suas declarações, Obama indicou que Kan aceitou seu convite para visitar Washington no ano que vem e que o compromisso dos EUA com o Japão é "inquebrantável".

A aliança de segurança entre os dois países, que completa seu 50º aniversário em 2010, é considerada pelos parceiros como a base da paz e da estabilidade na região da Ásia-Pacífico.

Kan aproveitou o encontro para agradecer a Obama pelo "firme apoio" ao Japão na questão das ilhas Curilas, cuja soberania é disputada por Tóquio e Moscou. Durante a cúpula, o primeiro-ministro deve se reunir com o presidente russo, Dmitri Medvedev, para tratar do assunto.

A reunião de Obama e Kan foi centrada em questões econômicas e comerciais, na qual o primeiro-ministro japonês indicou que "o Japão se prepara de maneira significativa para se abrir ao comércio".

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