Obama apresenta sua estratégia para a região

O golpe de Estado em Honduras deu ao presidente americano, Barack Obama, a oportunidade de mostrar, na prática, a estratégia diferenciada que prometeu aplicar na região. Apesar da oposição de congressistas republicanos - e de alguns democratas -, ele se manteve firme na sua posição de defesa de um governo democraticamente eleito, apesar de pouco simpático na visão do Departamento de Estado.O presidente americano foi taxativo no começo da semana passada ao afirmar que a situação política em Honduras era "ilegal" e disse que o golpe abria um "terrível precedente" e a região não poderia voltar a seu "passado negro". "Seria um terrível precedente se começássemos a regredir para uma era em que golpes militares eram uma maneira de transição política'', declarou.A reação foi muito diferente da adotada, por exemplo, pelo governo de seu antecessor George W. Bush - que, no comando de um país em guerra, manteve-se praticamente alheio à política latino-americana - diante do fracassado golpe de Estado na Venezuela, em 2002, quando os EUA manifestaram precipitada tolerância com os líderes golpistas. Chávez reassumiu 47 horas depois do golpe e as relações entre Caracas e Washington azedaram de vez.Para Christopher Sabatini, diretor do Conselho das Américas, "o governo americano fez um bom trabalho ao condenar fortemente o golpe, ao mesmo tempo em que faz alusão às possíveis inconstitucionalidades do governo de Manuel Zelaya, que obviamente não são desculpa para expulsá-lo do país".

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