Reprodução
Reprodução

Obama ataca 'mudança' proposta por Romney e promete defender classe média

Para Obama, os que necessitam de um defensor em Washington são os trabalhadores, os professores em lotadas salas de aula e as crianças pobres

Efe,

02 de novembro de 2012 | 09h20

 O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou novos ataques contra a "mudança" que oferece aos eleitores o seu rival republicano, Mitt Romney, e prometeu que, se tiver um segundo mandato, lutará pelas famílias de classe média "todos os dias".

"Eu lutei pela mudança. Tenho as cicatrizes e o cabelo grisalho para provar", afirmou Obama na Universidade do Colorado, em Boulder, na última parada de uma viagem que também o levou a Wisconsin e Nevada.

"Lutarei por suas famílias todos os dias", prometeu Obama, em discurso pontuado pela palavra "mudança" e no qual defendeu as conquistas do seu Governo e sua agenda para fortalecer a classe média.

Com a voz quase rouca, Obama novamente pediu a ajuda dos eleitores do Colorado para vencer em 6 de novembro, e os instou a votar antecipadamente.

Em sua alocução perante 10 mil estudantes, Obama praticamente repetiu seu discurso combativo e populista de uma parada anterior em Las Vegas (Nevada), ao indicar que os ricos "não precisam de um paladino em Washington porque sempre terão acesso e influência".

Para Obama, os que necessitam de um defensor em Washington são os trabalhadores, os professores em lotadas salas de aula e as crianças pobres.

Nesse sentido, afirmou que "nosso trabalho não estará terminado" enquanto não houver empregos suficientes e crianças ainda estiverem na pobreza.

A cinco dias das eleições, Romney, que assim como Obama multiplicou suas visitas aos nove estados-chave na disputa, se apresenta como um agente de "mudança" para o país, algo que repetiu nesta quinta-feira em um ato eleitoral em Doswell (Virgínia).

Mas, segundo Obama, as propostas do seu rival não representam a mudança quando implicam ceder mais poder aos bancos, deixar "milhões" sem seguro médico ao revogar a reforma da saúde de 2010, reduzir os impostos dos ricos e apoiar as ideias do movimento conservador Tea Party.

Antes do discurso, o senador pelo Colorado e co-presidente da campanha de Obama, Michael Bennett, destacou a importância de os jovens votarem nesta sexta-feira, quando vence o prazo para o voto antecipado no estado.

"O voto de cada um de vocês fará uma diferença em quem será o próximo presidente dos EUA. Podemos escolher um programa de ajuda para a classe média ou podemos retornar a programas que não funcionaram no passado nem funcionam agora", sustentou Bennett.

Já o senador Mark Udall, também democrata, considerou que a eleição será muito apertada e "decidida apenas no último minuto".

Calcula-se que pouco mais de 20 milhões de americanos já tenham votado antecipadamente nos estados que admitem essa possibilidade.

Apenas no Colorado, 45% dos 3,6 milhões de eleitores já enviaram seus votos por correio, segundo as autoridades.

Em 2008, Obama venceu no Colorado, um estado que nos últimos quatro anos registrou um aumento de eleitores hispânicos e afro-americanos, contingente que neste ano pode ajudá-lo a repetir sua vitória nesse território.

O presidente retomou nesta quinta-feira seus atos de campanha após uma pausa de quatro dias para atender a crise criada pelo ciclone "Sandy" no litoral leste do país, que chegou a alterar o calendário da votação antecipada em alguns dos estados afetados.

Em cada uma de suas paradas, Obama destacou a necessidade de ajudar os afetados pelo ciclone e ressaltou que o país se une nos momento de crise.

Antes de encerrar sua jornada eleitoral, Obama obteve o respaldo do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, uma decisão influenciada pelo "Sandy" e a postura do presidente sobre a mudança climática.

Segundo analistas locais, o apoio de Bloomberg dá ao líder um grande impulso em um momento no qual Obama e Romney mantêm um empate nas pesquisas.

Tudo o que sabemos sobre:
Eleições EUAObamaRomney

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.