Obama ataca plano de McCain para a saúde

Em seus primeiros eventos decampanha como virtual candidato democrata à Casa Branca, BarackObama zombou na quinta-feira das propostas de seu rivalrepublicano, John McCain, para a saúde pública. De acordo com Obama, as propostas de McCain para a saúdesão ruins porque enfraquecem a participação dos patrões nosplanos de saúde. O republicano propõe créditos fiscais paraestimular um sistema em que as pessoas escolham seus planos. É uma proposta semelhante à do governo de George W. Bush,que não ganhou impulso no Congresso. Obama pretende manter oatual mecanismo, vinculado às empresas, e ampliar oenvolvimento do governo para dar cobertura a cerca de 47milhões de pessoas hoje fora do sistema. "Como George Bush, o senador McCain tem um plano paracuidar só de quem for saudável e rico", disse Obama. De acordo com ele, o crédito fiscal oferecido por McCain"não representa nem metade do custo do plano de saúde para umafamília americana média, e não tornará a saúde acessível paraos norte-americanos que trabalham duro". Obama desde terça-feira não tem mais como ser alcançado nadisputa democrata por Hillary Clinton, que enviou carta a seusseguidores anunciando que no sábado, num evento em Washington,irá "oferecer as congratulações ao senador Obama e o apoio àsua candidatura". "Eu disse ao longo de toda a campanha que eu iria apoiarfortemente o senador Obama se ele fosse o indicado do PartidoDemocrata, e pretendo cumprir essa promessa", afirmou ela. Definido como candidato, Obama já começa a deixar sua marcano partido, ao proibir doações de lobistas para o diretórionacional, como já fizera em relação ao seu próprio comitê. O candidato disse que a influência de lobistas vem há muitotempo impedindo avanços em questões importantes, como a saúdepública. "Não vamos receber mais um centavo dos lobistas deWashington ou de interesses especiais", disse Obama naVirgínia, um Estado tradicionalmente republicano, mas que nosúltimos anos vem se inclinando pelos democratas. "Eles não vão financiar o meu partido. Eles não vão dirigira nossa Casa Branca. Eles não vão afogar as vozes do povoamericano", afirmou. "Nosso virtual indicado havia prometido não aceitar doaçõesde lobistas de Washington, e a partir de hoje o Comitê NacionalDemocrata faz essa promessa também", disse o presidente dopartido, Howard Dean, que saudou também a chegada da equipeenviada por Obama. O senador já despachou um homem de confiança, Paul Tewes,para organizar a campanha para a eleição geral. (Reportagem adicional de Jeff Mason, Donna Smith)

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