Obama ataca plataforma tributária de McCain

O pré-candidato democrata à CasaBranca Barack Obama voltou-se na quinta-feira contra orepublicano John McCain, acusando-o de mudar de opinião arespeito de um pacote de isenção tributária só para conseguir aindicação de seu partido à Presidência dos EUA. Obama, que disputa a indicação do Partido Democrata comHillary Clinton, lembrou que o republicano McCain foi contra asisenções promovidas pelo presidente George W. Bush em 2001 e2003, mas agora apóia sua prorrogação. "Ele decidiu se contradizer a respeito disso. Suponho queseja assim que você tem carimbada sua chapa para ser o indicadorepublicano", disse Obama a jornalistas. "Mas ele estava certoantes e está errado agora." McCain reagiu dizendo que está ansioso para debater aquestão tributária com Obama antes da eleição geral denovembro. "O senador Obama declarou muito claramente seu desejo deaumentar os impostos dos norte-americanos. Esse será um dosgrandes debates que teremos se ele for o indicado por seupartido", disse McCain a jornalistas. Os democratas alegam que as isenções tributárias do governoBush beneficiam os mais ricos e não ajudam a classe média. Obama, Hillary e McCain fizeram uma pausa na campanha parase dedicar na quinta-feira às suas atividades no Senado, ondevotaram no anteprojeto orçamentário para 2009. Os dois pré-candidatos democratas declararam uma espécie detrégua eleitoral. Apertaram as mãos no plenário e se sentaramjuntos para uma rápida conversa. Todos os presidenciáveis, inclusive McCain, votaram a favorda proposta democrata para tornar permanente uma alíquotatributária de 10 por cento, em geral para assalariados de baixarenda, junto com benefícios para casais e pessoas com filhos.Esses mecanismos tributários deveriam expirar em 2010. Uma emenda republicana que prorrogava os demais benefíciosfiscais concedidos por Bush foi derrotada. McCain votou afavor; Obama e Hillary votaram contra. McCain diz que foi contra as isenções em 2001 e 2003 paraevitar que o déficit orçamentário crescesse e porque elasbeneficiavam desproporcionalmente os mais ricos. Diz que apóiasua prorrogação agora porque as medidas ajudam a economia emapuros.(Reportagem adicional de Donna Smith, Richard Cowan e CarenBohan)

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