Obama ataca protecionismo chinês em campanha

Presidente percorrerá de ônibus 400 km em dois dias em Pensilvânia e Ohio, considerados decisivos em eleição

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2012 | 03h07

A guerra comercial contra China entrou ontem na corrida presidencial nos EUA. Em campanha em um dos terrenos decisivos para sua reeleição, o Estado de Ohio, o presidente americano, Barack Obama, anunciou a abertura de uma controvérsia na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas antidumping e antissubsídios aplicadas por Pequim sobre a importação de veículos feitos nos EUA desde o final de 2011.

A China as aplicou por entender o pacote do governo dos EUA de socorro à indústria automotiva, de 2009, como um subsídio e um meio de reduzir os preços dos veículos. Rival de Obama, o republicano Mitt Romney critica essa ajuda. O local do anúncio de Obama foi a cidade de Toledo, primeira parada do périplo em ônibus pelos Estados de Ohio e Pensilvânia.

"Os americanos não estão com medo de competir. Enquanto estivermos competindo em um campo justo, em vez de um campo desleal, vamos fazer muito bem", disse Obama diante de 500 moradores.

Obama parou no mercado da fazenda Bergman Orchads, produtora de frutas e vegetais desde 1859. Apertou as mãos, perguntou o nome de cada pessoa e comprou milho verde, morangos e pêssegos por US$ 22,70 (R$ 45,84). Apesar do preço, alegou ter feito "um bom negócio".

O presidente percorrerá 400 quilômetros em Ohio e Pensilvânia em dois dias. Nenhum dos Estados é comprometido com os partidos americanos. Tradicionalmente, são considerados decisivos. Na Pensilvânia, Obama está em situação mais confortável, com 47,5% das intenções de voto, segundo o Real Clear Politics, enquanto Romney tem 39,5%. Ohio, com 18 delegados no Colégio Eleitoral, é desafiador para ambos. Obama tem 46,2% das intenções de voto, e Romney tem 43,6%.

Hoje deverá ser divulgada a taxa de desemprego de junho. A expectativa é de um resultado pouco melhor do que o de maio, de 8,2%, pela criação de 179 mil postos de trabalho no mês passado, acima do esperado.

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