Obama autoriza retirada voluntária de civis americanos no Japão

Militares já foram alertados a manter 80 km de distância da usina nuclear de Fukushima

estadão.com.br

17 de março de 2011 | 16h38

 

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira, 17, que autorizou os militares a operar um plano de evacuação voluntária de todos os civis americanos no Japão. A medida mostra a crescente preocupação de Washington com a crise nuclear japonesa, iniciada após reatores da usina nuclear de Fukushima, no nordeste do país asiático, sofrerem danos devido ao terremoto e ao tsunami subsequente da última sexta-feira.

 

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O presidente americano ainda afirmou que a crise nuclear japonesa não oferece risco direto aos EUA e voltou a colocar seu país a disposição da nação aliada. "O povo japonês não está sozinho nesta hora de tristeza", disse. Tendo em vista os problemas apresentados no Japão, Obama ordenou uma revisão completa das usinas nucleares americanas.

 

O terremoto de magnitude 9,0 e o tsunami posterior que atingiram o nordeste do Japão na sexta destruíram boa parte da região e causaram danos ao complexo de Fukushima. Os seis reatores da usina sofreram explosões e incêndios e houve vazamento de material radiativo na atmosfera. Dezenas de pessoas entraram em contato com as partículas nocivas e foram contaminadas.

 

Após ser constatada radiação de baixo nível em alguns militares americanos, o efetivo dos EUA no Japão foi instruído na quarta a evitar uma área que compreende um raio de 80 quilômetros da usina. Os civis que moram nessa área de Fukushima haviam sido alertados pela embaixada a deixar o local ou ficar dentro de casa.

 

Alarme

 

De acordo com a emissora WBBM, de Chicago, foram constatados resíduos de radiação em passageiros e bagagens que chegaram ao Aeroporto Internacional O''Hare vindosdo Japão. Segundo autoridades locais, os detectores de radiação do aeroporto acusaram o material nocivo na noite de quarta, quando os viajantes passavam pela alfândega.

Funcionários do Departamento de Segurança Doméstica não comentaram o caso de Chicago, mas o Escritório de Alfândega e Proteção às Fronteiras, que pertence a esse departamento, disse em comunicado que está "monitorando os acontecimentos no Japão com cuidado e avaliando especificamente o potencial para contaminação radiológica.

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