Obama autorizou ajuda da CIA a insurgentes

Bastidores: Mark Hosenball / Reuters

O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2012 | 03h04

O presidente americano, Barack Obama, assinou um documento secreto autorizando o apoio dos EUA aos rebeldes que tentam depor o presidente sírio, Bashar Assad, e seu governo, revelaram ontem fontes ligadas à questão.

O documento assinado por Obama no começo do ano autoriza a CIA e outras agências do governo americano a fornecer assistência que possa levar à deposição de Assad. Este e outros sinais indicam uma mudança com relação ao apoio aos rebeldes - uma mudança que se intensificou depois que o Conselho de Segurança da ONU fracassou em aprovar sanções mais duras contra o regime de Damasco.

A Casa Branca, aparentemente por enquanto, não está fornecendo armas aos rebeldes, como estão fazendo alguns aliados dos EUA. Mas funcionários europeus e dos EUA têm destacado que houve uma notável melhoria na coerência e efetividade dos grupos rebeldes nas últimas semanas. Isso representa uma significativa mudança na visão dos funcionários ocidentais com relação aos insurgentes, que eles anteriormente caracterizavam como desorganizados e mesmo caóticos.

A total extensão do apoio clandestino que agências como a CIA estão dando aos rebeldes ainda não está clara.

Uma fonte revelou que, sob essa autorização presidencial, os EUA estão colaborando com um centro de comando secreto que está sendo controlado pela Turquia e seus aliados.

Na semana passada, a agência Reuters informou que, juntamente com a Arábia Saudita e o Catar, a Turquia tinha estabelecido uma base secreta perto da fronteira com a Síria para dar apoio militar e de comunicações aos opositores de Assad. A base seria em Adana, cidade no sul da Turquia, a 100 km da fronteira com a Síria e perto de Incirlik, onde os EUA mantêm uma base aérea e as agências de inteligência americanas têm uma substancial presença.

Separadamente da ordem presidencial secreta, o governo Obama anunciou que está fornecendo vários tipos de ajuda aos rebeldes. O Departamento de Estado informou que o governo americano fornecerá um total de US$ 25 milhões em assistência não letal aos opositores de Assad, além de US$ 64 milhões em ajuda humanitária para a população síria.

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