Jonathan Ernst / Reuters
Jonathan Ernst / Reuters

Obama celebra 50 anos do voto universal

Presidente americano afirma que ainda há problemas para garantir o direito de votar a todos os americanos

O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2015 | 19h41

WASHINGTON - Meio século depois de os EUA aprovarem a lei elaborada para permitir a todos os cidadãos acesso igualitário ao voto, o presidente Barack Obama disse nesta quinta-feira, 8, que essa proteção está sob risco.

“Na prática, nós ainda temos problemas. Ainda vemos muitas maneiras de desencorajar as pessoas a votar”, disse. 

As declarações foram dadas durante um evento na Casa Branca para comemorar o 50.º aniversário da lei, assinada em 6 de agosto de 1965 pelo então presidente Lyndon B. Johnson. Ao lado de Obama estavam a secretária de Justiça, Loretta Lynch e o deputado John Lewis, um dos líderes do movimento pelos direitos civis. A medida eliminou impedimentos à participação eleitoral dos negros.

Obama também encorajou os americanos a participar do Dia Nacional de Registro de Eleitores, em 22 de setembro. O voto não é obrigatório nos EUA. 

Em junho de 2013, a Suprema Corte invalidou uma parte-chave da histórica lei e definiu que cabe ao Congresso desenhar uma “nova fórmula” para evitar a discriminação no exercício do direito ao voto. A decisão invalidou a obrigação dos Estados de “tradição discriminatória” a requerer permissão do governo federal antes de realizar qualquer modificação eleitoral.

Desde então, como lembrou hoje o jornal New York Times, em seu editorial, novas restrições do direito ao voto estão em vigor em 15 Estados, alguns cruciais para as eleições presidenciais de 2016, como Ohio, Wisconsin e Virgínia.

Nas eleições legislativas de 2014, as primeiras após a decisão do Supremo, milhares de pessoas ficaram sem votar pelas restrições impostas em Estados como Texas. Nesse Estado, por exemplo, a lei de identificação do eleitor exige um documento oficial com foto expedido pelo governo estadual, como carteira de motorista, passaporte ou permissão de porte de armas, afastando das urnas quem não dispõem de documentos como esses, principalmente hispânicos e afro-americanos. /EFE 

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