AFP | 27.07.2015
AFP | 27.07.2015

Obama classifica EI, Boko Haram e Al-Shabab como assassinos

Presidente encerra viagem à Etiópia e pede ao governo do país mais espaço a jornalistas e vozes da oposição

O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2015 | 19h17

ADIS-ADEBA - O presidente dos Estados Unidos Barack Obama pediu, antes de deixar a Etiópia nesta terça-feira, 28, que grupos terroristas como Boko Haram, Al-Shabab e Estado Islâmico “sejam chamados pelo que são: assassinos”, e os desvinculou do Islã, pois “milhões de muçulmanos africanos sabem que Islã significa paz”. 

O discurso perante a União Africana foi o primeiro feito por um presidente americano. Obama elogiou o respeito aos direitos humanos como fator essencial para o desenvolvimento. “O progresso da África também dependerá da segurança e da paz porque uma parte essencial da dignidade humana é estar a salvo e livre de todo o medo, mas os terroristas continuam atacando civis inocentes”, disse Obama. 

Vídeo: Obama pede combate a insurgentes

O presidente dos EUA encerrou hoje sua viagem ao continente africano. O avião presidencial Air Force One decolou por volta das 16h horário local (10h horário de Brasília) do aeroporto internacional de Bole de Adis-Adeba.

Em entrevista coletiva com o primeiro-ministro etíope Hailemariam Desalegn, o líder americano pediu ao governo da Etiópia que dê “mais espaço para jornalistas e vozes da oposição” para reforçar os avanços obtidos nos últimos anos. Ele também agradeceu o esforço de Quênia, Uganda e Etiópia na luta contra o grupo jihadista Al-Shabab.

Na Somália, graças às forças da Missão da União Africana, “Al Shabab controla menos territórios e o governo somali ficou mais forte”, disse. No lago Chade, uma força multinacional liderada pela Nigéria e por chadianos luta para acabar com “a brutalidade sem sentido do Boko Haram”.

Obama lembrou que os EUA continuarão apoiando “países africanos que lutam contra o terror” com treinamento a apoio logístico. A luta contra o terrorismo “nunca triunfará se não conseguirmos solucionar as causas que os terroristas exploram, se não criarmos confiança entre todas as comunidades e não respeitarmos o Estado de direito”, disse. /EFE

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