Obama chega a Israel e é recebido por Netanyahu

O presidente Barack Obama chegou a Tel-Aviv na tarde desta quarta-feira (horário local), dando início à sua aguardada viagem de três dias pelo Oriente Médio, durante a qual ele vai se dirigir diretamente ao povo de Israel, durante um discurso marcado para quinta-feira num centro de convenções.

Agência Estado

20 de março de 2013 | 08h53

A primeira visita de Obama a Israel como chefe de Estado não carrega, porém, grandes expectativas sobre progresso um acordo de paz entre Israel e os palestinos, um dos mais antigos objetivos de política externa do presidente norte-americano. Obama não leva novas propostas para desfazer o impasse nas conversações de paz e não vai liderar negociações.

Ele vai se reunir separadamente com líderes dos dois lados. Obama se encontra com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu nesta quarta-feira e com o líder palestino Mahmoud Abbas no dia seguinte e segue para a Jordânia na sexta-feira.

A principal meta de Obama em Israel é assegurar ao principal aliado dos Estados Unidos na região que o país não será abandonado em meio às disputas internas e discussões sobre o orçamento norte-americano.

Durante uma cerimônia de boas-vindas no aeroporto de Tel-Aviv, Netanyahu agradeceu Obama por defender o direto de existência de Israel. "Obrigado por defender o direito de Israel de inequivocamente defender seu direito de existir", declarou o primeiro-ministro no aeroporto Ben Gurion.

Já Obama afirmou que não é um acidente o fato de que sua primeira viagem internacional em seu segundo mandato ser para Israel, acrescentando que estava orgulhoso por estar com um aliado próximo. "Isso nos faz mais fortes. Isso nos torna mais prósperos", disse Obama. "E isso faz do mundo um lugar melhor."

Já o presidente israelense, Shimon Peres, declarou que a visita presidencial é uma demonstração do relacionamento entre Estados Unidos e Israel. "Um mundo sem nossa amizade atrairia agressões contra Israel", afirmou ele.

Netanyahu disse estar ansioso por trabalhar junto com Obama nos próximos dias, lembrando que com a instabilidade no Oriente Médio a necessidade de uma aliança entre Estados Unidos e Israel é maior do que nunca.

Embora o presidente norte-americano tenha dito no passado que não queria viajar para Israel até que pudesse concluir algo concreto, ele chegou ao país com uma agenda menos ambiciosa, concentrada mais no simbolismo e no fortalecimento dos relacionamentos do que numa política substancial. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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