AP Photo/Carlos Giusti
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Obama comuta pena de porto-riquenho separatista Oscar López Rivera

Condenado por conspiração e transporte de armas e munições, militante será solto em 17 de maio; outras 209 pessoas tiveram as penas comutadas e 64 receberam o perdão presidencial

O Estado de S. Paulo

18 Janeiro 2017 | 12h18

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comutou na terça-feira, 17, a pena de 55 anos que era cumprida pelo separatista porto-riquenho Óscar López Rivera, preso há mais de três décadas por acusações relacionadas a terrorismo.

López Rivera, preso em Chicago, no Estado de Illinois, cumpria pena de 55 anos de prisão desde 1981, as quais se somaram outros 15 anos em 1988, por conspiração, transporte de armas e munições, ligados a seu envolvimento com o grupo nacionalista Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN).

Agora López Rivera será libertado em 17 de maio deste ano, segundo o texto dos indultos anunciados por Obama, nos quais o presidente comuta as sentenças de 209 pessoas e perdoa 64 - incluindo a ex-soldado Chelsea Manning, condenada a 35 anos de prisão por fornecer documentos secretos do governo americano ao site WikiLeaks.

Porto Rico é um Estado livre associado aos Estados Unidos, um status que dá a seus habitantes a cidadania americana, mas os impede de votar nas eleições nacionais e ter cadeiras no Congresso de Washington.

A liberdade de López Rivera era uma petição constante por parte dos separatistas porto-riquenhos. Há pouco mais de um ano, o cantor René Pérez, conhecido como "Residente", pediu sua libertação em um vídeo no Facebook.

Em março do ano passado, o discurso em San Juan feito pelo rei da Espanha, Felipe VI, foi interrompido porque o cineasta porto-riquenho Pedro Muñiz começou a falar em favor do separatista de 74 anos. Em 2015, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que aceitaria conceder um indulto ao líder opositor Leopoldo López se os EUA libertassem López Rivera.

Uma visita de Obama à ilha em 2011 também esteve abafada por protestos de separatistas que pediam a libertação dos políticos presos, entre eles Óscar López Rivera. / AFP

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