Obama conclama Israel a comprometer-se com a paz

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conclamou Israel a comprometer-se com a paz com os palestinos para que possa desfrutar de segurança verdadeira no futuro e pediu ao Estado judeu que reverta o caminho do isolamento internacional.

AE, Agência Estado

21 de março de 2013 | 12h53

Em um discurso apaixonado proferido nesta quinta-feira a estudantes universitários israelenses em Jerusalém, Obama enfatizou que os EUA são os melhores amigos e mais importantes aliados de Israel e não vão abandonar seu compromisso com a segurança do país, mas é preciso que os israelenses se comprometam em fazer a paz com os palestinos se quiserem assegurar sua viabilidade como pátria do povo judeu no longo prazo.

"O direito do povo palestino à autodeterminação e à justiça tem de ser reconhecido", declarou Obama. "Coloquem-se no lugar deles, vejam o mundo pelos olhos deles. Não é justo que uma criança palestina não possa crescer em seu próprio Estado, que tenha de viver na presença de um exército estrangeiro que controla os movimentos de seus pais todo santo dia."

Obama não fez nenhuma exigência explícita a Israel, mas disse que os israelenses precisam entender que ações específicas, como as obras de expansão de colônias judaicas em territórios ocupados, podem prejudicar as chances de retomada de um processo de paz com os palestinos, que exigem a paralisação dessas obras para voltar a negociar.

"Os israelenses precisam reconhecer que a continuidade das atividades de assentamento é contraproducente para a causa da paz e que um Estado palestino precisa ser viável, que fronteiras de verdade precisam ser desenhadas", disse Obama.

Antes do discurso, Obama fez comentários similares após reunir-se em Ramallah com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, mas observou que o desacordo entre israelenses e palestinos com relação às obras nos assentamentos não deve ser "usado como desculpa para a inação".

Segundo Obama, porém, os israelenses ansiosos por paz encontrarão "parceiros verdadeiros" em Abbas e no primeiro-ministro da Cisjordânia, Salam Fayyad. As informações são da Associated Press.

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