Danish Siddiqui/Reuters
Danish Siddiqui/Reuters

Obama condena ataques 'ultrajantes' na Índia

Presidente dos EUA disse que a Índia é 'amigo próximo' e que americanos 'oram' pelas vítimas

estadão.com.br,

13 de julho de 2011 | 16h04

Atualizado às 17h17

 

WASHINGTON - O presidente americano, Barack Obama, condenou nesta quarta-feira, 13, os atentados simultâneos realizados na capital comercial da Índia, Mumbai. Segundo Obama, os ataques, cuja autoria ainda não foi assumida por nenhum grupo, são "ultrajantes".

 

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Segundo a AFP, Obama disse por meio de um comunicado que condena "firmemente os ataques ultrajantes em Mumbai". De acordo com o presidente americano, os Estados Unidos "oram" pelos feridos e pelos que perderam familiares nos ataques.

 

Um porta-voz da Casa Branca afirmou que Obama qualificou os ataques como ultrajantes e lembrou que a Índia é um aliado próximo dos EUA. O Ministério de Interior indiano já confirmou pelo menos 20 mortes e 113 feridos em decorrência das três explosões em pontos distintos da cidade, que é a capital financeira e comercial do país.

 

'Crimes atrozes'

 

Ainda de acordo com o comunicado divulgado pela Casa Branca, Obama disse que os Estados Unidos "seguem avaliando a situação, inclusive a segurança dos nossos cidadãos (americanos)". O líder disse também que a Índia é "um amigo próximo e um parceiro" e disse que, por essa razão, os americanos "se solidarizam com os indianos".

 

Obama também ofereceu ajuda nas investigações, "para levar os autores desses crimes atrozes" à Justiça. O presidente, que visitou Mumbai em 2010, disse que foi "testemunha da força e resistência dos indianos". Ele afirmou ainda não ter dúvidas de que o país vai superar os atentados.

 

'Terroristas'

 

Uma fonte do centro de controle da polícia na cidade disse que uma das explosões atingiu o movimentado bairro de Dadar, no centro da cidade. As outras atingiram o famoso mercado de joias Bazar Jhaveri e o movimentado distrito comercial chamado de Opera House.

 

"Nós acreditamos que tenham sido ataques coordenados por terroristas", disse o ministro do Interior, Palaniappan Chidambaram.

 

Há quase três anos, um cerco de terroristas matou 166 pessoas em Mumbai, em novembro de 2008. Na ocasião, os crimes foram atribuídos a pelo menos 10 militantes extremistas sediados no Paquistão.

 

Com Agência Estado

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