Mandel Ngan/AFP
Mandel Ngan/AFP

Obama condena morte de George Floyd: 'Não deveria ser normal nos EUA em 2020'

Homem negro foi asfixiado por policial branco em abordagem filmada; protestos se espalham pelo país

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2020 | 17h37

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, publicou nesta sexta-feira, 29, um comunicado em que lamenta a morte de George Floyd, cidadão negro que estava sob custódia da polícia de Minneapolis.

"Isso não deveria ser normal nos Estados Unidos em 2020. Sim, queremos que nossos filhos cresçam em uma nação que viva de acordo com os mais altos ideais. Podemos e devemos fazer melhor", afirmou o antigo chefe de governo de uma das principais potências do planeta.

O policial Derek Chauvin, que hoje foi preso e acusado de assassinato em terceiro grau, foi filmado na última segunda-feira, durante abordagem. Com Floyd já imobilizado, o agente pressionou o pescoço dele com um dos joelhos e não interrompeu o ato mesmo após apelos. Pouco depois, o homem foi declarado morto.

"Recairá, principalmente, sobre os servidores de Minnesota, garantir que as circunstâncias que cercam a morte de George Floyd sejam investigadas, e que se faça justiça. Mas, recai sobre nós, independentemente da raça e da ocupação - incluindo a maioria dos homens e mulheres das forças da lei que, orgulhosa e corretamente, fazem seu trabalho todos os dias - trabalhem juntos para criar um 'novo normal'", escreveu Obama.

A frase de Floyd "Não consigo respirar" se transformou em um lema dos protestos que estão acontecendo nos últimos dias em Minneapolis, e que já se espalharam por outras cidades do Estados Unidos. /EFE

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