Obama condena na TV ''tragédia indescritível''

O ataque à deputada Gabrielle Giffords e sua equipe no Arizona foi duramente condenado ontem à noite pelo presidente Barack Obama e também por líderes da oposição, como o senador John McCain e o novo presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner.

AP e REUTERS, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2011 | 00h00

"Ela está lutando por sua vida", disse Obama sobre a deputada. "O suspeito está preso, mas não sabemos o que provocou este ato. Também falei com democratas e republicanos. Ela é uma amiga minha. Não é surpresa que hoje "Gabby" fazia o que ela sempre fez, ouvindo os seus eleitores. Isso é uma tragédia indescritível para o Arizona e todo o país. Precisamos nos juntar e rezar pelas pessoas", completou o presidente em um discurso transmitido pela televisão.

"Nós não temos todas as respostas. O que sabemos é que este terrível ato de violência não tem lugar em nossa sociedade", acrescentou o presidente americano em um comunicado oficial.

McCain afirmou que o responsável pelo ataque, classificado por ele como uma "desgraça", deve receber "a pena máxima", que seria a de morte em seu Estado, o Arizona - o mesmo de Giffords. "Atos e ameaças de violência contra autoridades não têm lugar em nossa sociedade. Um ataque contra um servidor público é um ataque contra todos", disse Boehner.

Giffords era um dos expoentes jovens dos democratas na Câmara. Conhecida por ter um perfil moderado e pragmático, foi duramente atacada pelos republicanos e pelo movimento conservador Tea Party nas últimas eleições. O lema de seu opositor, o ex-marine republicano Jesse Kelly, era: "Ajude a tirar Gabrielle Giffords de seu gabinete. Dispare um (fuzil) M16 carregado com Jesse Kelly." Giffords, uma defensora do direito ao porte de armas, protestou contra os termos usados pelo adversário. Ganhou a disputa eleitoral por menos de dois pontos porcentuais.

Giffords está casada com Mark Kelly, um astronauta popular nos EUA por ter estado nos ônibus espaciais Endeavour e Discovery. Em sua primeira eleição, ela ficou conhecida como a primeira judia a representar o Arizona.

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