Obama consegue aprovação para agir se não houver acordo sobre teto da dívida

O Tesouro dos Estados Unidos deve atingir o limite de endividamento no mês que vem

Stefânia Akel, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2013 | 12h15

WASHINGTON - Os líderes democratas do Senado norte-americano autorizaram o presidente Barack Obama a passar por cima do Congresso e agir para evitar um default se não houver acordo para elevar o teto da dívida do país, informou a edição online do Financial Times. "Acreditamos que você deve tomar medidas para garantir que os Estados Unidos não quebrem suas promessas e provoquem uma crise econômica global, mesmo sem a aprovação do Congresso, se for necessário", afirmaram senadores democratas em carta ao presidente, na noite de ontem.

Segundo o FT, a carta pode aumentar a pressão sobre a Casa Branca para considerar o que fazer caso o Congresso não chegue a um acordo para elevar o teto da dívida, atualmente em US$ 16,4 trilhões, até o fim do próximo mês. Dentre as soluções discutidas para que o governo continue tomando empréstimos está a invocação da 14ª emenda constitucional pelo presidente, que define que a dívida dos EUA "não deve ser questionada".

O Tesouro dos EUA deverá atingir seu limite de endividamento no mês que vem, um prazo que vai complicar as negociações sobre uma série de cortes de gastos automáticos que estão programados para entrar em vigor no fim de fevereiro. O governo Obama concordou com os formuladores de políticas públicas em adiar esses cortes por dois meses, como parte de um acordo temporário de Ano Novo, que procurou evitar o chamado abismo fiscal.

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