AP Photo/Carolyn Kaster
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Obama consegue compromisso de 52 países para receber 360 mil refugiados

Ainda que o número indicado por Obama signifique o dobro do compromisso atual dos países, grupos de ajuda humanitária consideram muito pouco para administrar a crise

O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2016 | 20h18

O presidente do Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira, 20, que os líderes mundiais reunidos na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) se comprometeram a receber 360 mil refugiados no ano que vem, numa tentativa de mitigar os impactos da pior crise migratória desde a 2ª Guerra.

De acordo com os EUA, 52 países querem reforçar a realocação de refugiados e o apoio financeiro a eles. A Casa Branca não divulgou uma lista completa dos países que estariam participando.

Em discurso modelado para invocar empatia para com os refugiados, Obama disse que a "crise de proporções épicas" está testando a ordem internacional e a humanidade. Ele fez um paralelo com o Holocausto, chamando a recusa dos EUA em receber judeus fugindo do nazismo uma mancha na consciência coletiva do país. "Eu acredito que a história vai nos julgar se não nos posicionarmos neste momento", afirmou Obama.

Ainda que o número indicado por Obama signifique o dobro do compromisso atual dos países, grupos de ajuda humanitária consideram muito pouco para administrar a crise. Cerca de 65 milhões de pessoas ao redor do mundo abandonaram suas casas em razão de guerra, perseguição ou para procurar uma vida melhor.

Fazendo referência ao candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, que sugeriu um banimento temporário de imigrantes muçulmanos, Obama afirmou que partir do pressuposto de que eles apresentem um risco inerente só iria reforçar a propaganda do terrorismo. Ele disse que, de alguma forma, isso enviaria a mensagem de que alguns países, como os EUA, "seriam contra o Islã". "Essa é uma mentira que precisa ser rejeitada em todos os países", afirmou.

Na semana passada, a Casa Branca anunciou que os EUA receberiam 110 mil refugiados no ano que vem, um aumento de 30% em relação a este ano. / AP

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