Obama conta com a ajuda do Brasil em aproximação com AL

A partir de visita a Brasília, em março, presidente americano pretende formar nova aliança com as Américas

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2011 | 00h00

Ao anunciar no discurso do Estado da União que pretende estabelecer uma nova "aliança com as Américas" durante sua viagem ao Brasil, em março, o presidente americano, Barack Obama, tenta delinear uma nova política de aproximação com a América Latina, onde os brasileiros são considerados peças fundamentais.

Os três pontos principais dessa nova aliança serão o "desenvolvimento de energias renováveis, o crescimento global e a reconstrução do Haiti", segundo afirmou Charles Luoma-Overstreet, responsável pela América Latina no Departamento de Estado americano.

Esses temas deverão ser abordados no encontro de Obama com a presidente Dilma Rousseff. Na mesma viagem, ele passará por Chile e El Salvador, de acordo com o seu discurso no Congresso anteontem. Será a primeira vez que o presidente americano irá à América do Sul desde a sua posse, há dois anos. A região nunca foi uma prioridade de sua administração.

No texto fornecido pela Casa Branca minutos antes do discurso, estava previsto que Obama falasse em "desenvolver uma nova aliança para o progresso das Américas", remontando à Aliança para o Progresso de John Kennedy, de 1961, que pregava a liberdade e o progresso na região, mas culminou na instalação de regimes militares. Ao subir no palanque, Obama omitiu a palavra "progresso".

Segundo analistas consultados pelo Estado, a nova parceria não implica necessariamente um apoio à candidatura do Brasil ao posto de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Ao visitar a Índia no ano passado, Obama defendeu a inclusão do país asiático no órgão decisório máximo da ONU.

"É difícil dizer neste momento se haverá apoio ao Brasil. Mas certamente Obama abordará a questão nuclear iraniana", afirmou Michael Shifter, presidente do Inter-American Dialogue.

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